Dólar cai a R$ 5,45 com reflexo de eleições nos EUA e antes da decisão do Copom Moeda americana recua após três altas seguidas impulsionada pelo cenário externo, enquanto o Ibovespa interrompe sequência de perdas e avança mais de 1% O dólar comercial fechou em queda de 0,64% nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,451, em um movimento de trégua após registrar três pregões consecutivos de alta no mercado financeiro brasileiro. A desvalorização da moeda estadunidense acompanhou um enfraquecimento global do dólar no exterior, motivado pela repercussão das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. Paralelamente, o principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, recuperou o fôlego, subiu 1,23% e encerrou aos 167.563,47 pontos, conseguindo interromper uma sequência de seis baixas consecutivas e garantindo alívio aos investidores antes da definição sobre a taxa básica de juros. O recuo da divisa norte-americana foi diretamente influenciado pelo resultado das urnas nos Estados Unidos, onde os democratas conquistaram a maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. O desfecho político reduziu no mercado internacional a percepção de risco sobre eventuais mudanças bruscas na condução da política econômica estadunidense. Como consequência, houve um arrefecimento global do dólar e uma queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, fatores que tradicionalmente favorecem a entrada de capital e a valorização de moedas de países emergentes, incluindo o real brasileiro. No cenário doméstico, no entanto, a valorização da moeda brasileira encontrou barreiras e teve seus ganhos limitados ao longo da sessão. Os investidores mantiveram uma postura de cautela diante das persistentes incertezas fiscais e das expectativas em torno da condução da política econômica para o próximo governo. O dólar oscilou durante o dia, atingindo a máxima de R$ 5,498 por volta das 13h30, mas perdeu força no período da tarde e firmou-se em terreno negativo até o fechamento dos negócios. A cautela interna também esteve fortemente atrelada à expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central sobre os rumos da taxa Selic. O mercado financeiro encerrou as operações antes do anúncio oficial da manutenção dos juros básicos da economia em 13,75% ao ano, decisão que posteriormente gerou debates e críticas por parte do setor produtivo nacional, que avaliava os impactos do aperto monetário prolongado. Na bolsa de valores, o clima de maior apetite ao risco no exterior ajudou a impulsionar o Ibovespa, que na máxima do dia, registrada pouco antes das 14h, chegou a alcançar 167.986,37 pontos. O desempenho positivo foi puxado principalmente pela recuperação de ações de grandes bancos, da Vale e de outros ativos corporativos considerados mais sensíveis às variações das taxas de juros. Em contrapartida, o principal peso negativo do pregão veio do setor de energia. Os papéis da Petrobras, que lideram o volume de negociações na bolsa brasileira, recuaram de forma significativa ao longo do dia. O movimento refletiu diretamente a forte queda do petróleo no mercado internacional, onde o barril do Brent para entrega em janeiro despencou 8,67%, fechando cotado a US$ 94,62. Com o encerramento antecipado das negociações locais frente à divulgação da decisão do Copom, o mercado brasileiro fechou o dia aliviado pela trégua cambial, mas atento aos desdobramentos monetários e fiscais que continuam ditando o ritmo da economia.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







