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Fenabrave prevê aumento de 12,8% na venda de veículos novos em 2026

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Fenabrave prevê aumento de 12,8% na venda de veículos novos em 2026

Mercado de veículos novos: Fenabrave eleva projeção de alta para 12,8% em 2026 com salto de eletrificados Federação aponta que setor deve movimentar quase 5,6 milhões de unidades no país, impulsionado pela forte demanda por carros eletrificados e motocicletas, apesar de recuos pontuais em outubro. O mercado brasileiro de veículos novos caminha para fechar 2026 com um volume expressivo de vendas e uma marca histórica acumulada no setor automotivo. A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores revisou para cima a sua projeção oficial de crescimento para o ano, elevando o índice de 8,6% para 12,8%, conforme dados divulgados nesta quarta-feira com o balanço de emplacamentos de outubro. Com a nova estimativa, a expectativa da entidade é de que a indústria automotiva como um todo comercialize quase 5,6 milhões de unidades até o encerramento do ano. O otimismo é sustentado pelo desempenho do acumulado entre janeiro e outubro, período em que foram emplacadas 4.722.650 unidades no país, o que representa uma alta de 12,62% na comparação com igual período do ano anterior. Segundo a avaliação da entidade representativa das concessionárias, este patamar configura o segundo maior resultado acumulado da série histórica brasileira, ficando atrás apenas do recorde registrado no ano de 2011. Os números refletem um ritmo consistente de expansão da economia e do crédito, apesar de oscilações mensais e de desafios específicos em determinados segmentos produtivos. Durante a apresentação dos dados, o presidente da instituição, Arcelio Junior, destacou que os números acumulados permitem uma perspectiva bastante favorável para o fechamento do exercício, com destaque para a performance comercial de automóveis e comerciais leves. Ao mesmo tempo, a federação pondera que o cenário para caminhões e ônibus ainda exige cautela, registrando retração no acumulado anual, embora os índices de queda venham se mostrando menores do que as previsões iniciais feitas no início do ano. O dirigente também pontuou que o mercado tem demonstrado capacidade de adaptação e recuperação gradual em frotas comerciais, reboques e implementos rodoviários, ajudados pelo avanço de políticas setoriais como a implementação do Programa Move Brasil. Apesar da alta consolidada no acumulado do ano, o mercado registrou uma retração pontual no mês de outubro. No décimo mês do ano, as vendas totais de veículos apresentaram queda de 4,06% na comparação direta com setembro. Em relação a outubro do ano anterior, o recuo foi de 0,85%, totalizando 489.119 emplacamentos no período, volume que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus, caminhões, motocicletas e implementos rodoviários. A análise técnica da federação aponta que o resultado de outubro foi fortemente influenciado por questões de calendário. O mês contou com 21 dias úteis, dois a menos do que os 23 dias úteis registrados em outubro do ano passado, o que impactou diretamente a média diária de emplacamentos e o volume final entregue aos consumidores. Um dos motores mais potentes para o desempenho positivo do setor automotivo ao longo de 2026 tem sido o segmento de veículos eletrificados. Os modelos que combinam motores elétricos e a combustão, assim como os totalmente elétricos, apresentaram um crescimento superior a 130% no acumulado do ano, alcançando a marca de 524.766 unidades emplacadas. Quando o recorte considera exclusivamente o mercado de automóveis e veículos comerciais leves, a participação dos eletrificados praticamente dobrou no país. Atualmente, esses modelos já respondem por 20,54% de todos os emplacamentos realizados no território nacional, patamar significativamente superior aos 10,67% registrados no mesmo período do ano anterior. Analisando o comportamento por categorias, o segmento de automóveis e comerciais leves manteve trajetória de forte alta, acumulando expansão de 17,29% no ano, com 2.410.505 unidades emplacadas. Isolando apenas o mês de outubro, houve queda de 5,48% frente a setembro, mas alta de 2,5% na comparação com outubro do ano passado. Em contrapartida, os segmentos de caminhões e ônibus seguem enfrentando desafios e retração no acumulado anual de 4,18%, recuo que se refletiu em uma queda de 8,36% em setembro e de 10,26% na comparação inter anual de outubro. Por outro lado, o mercado de motocicletas registrou um desempenho histórico. O setor cresceu 8,90% no ano, atingindo 1.985.816 unidades emplacadas e estabelecendo o maior volume acumulado de toda a sua série histórica. Para a entidade, a alta demanda por motocicletas está atrelada à sua versatilidade, servindo tanto para a mobilidade urbana individual quanto para o atendimento de atividades profissionais e serviços de entrega nas grandes cidades. Essa multiplicidade de usos garante a sustentação de patamares elevados de consumo, blindando o setor de oscilações mais profundas, mesmo diante de pequenos ajustes mensais provocados por variações nos dias úteis.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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