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Justiça proíbe deputada de incentivar demissão de opositores

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Justiça proíbe deputada de incentivar demissão de opositores

Justiça proíbe deputada Índia Armelau de incentivar demissão por viés político Decisão liminar da Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro atende pedido do MPT e estabelece multa diária de R$ 5 mil caso parlamentar promova atos de discriminação contra trabalhadores nas redes sociais. A Justiça do Trabalho determinou, por meio de uma decisão liminar, que a deputada estadual Índia Armelau (PL) se abstenha de promover qualquer ato que incentive empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores com base em suas convicções políticas, atendendo parcialmente a um pedido formulado pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ). A medida judicial ocorre após a parlamentar, que cumpre seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e conta com cerca de um milhão de seguidores em suas redes sociais, publicar uma mensagem direcionada a empresários sugerindo a verificação de perfis de funcionários para identificar manifestações políticas contrárias. Na publicação que motivou a ação civil pública, a deputada escreveu para que os empregadores conferissem se o trabalhador havia feito o “L”, afirmando que não faria sentido manter na empresa quem odeia empresários. Na fundamentação da decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca ressaltou que, por integrar o Parlamento, a ré tem o dever de prezar pela liberdade de expressão de forma respeitosa, além de fomentar a democracia e aceitar a pluralidade de opções políticas entre cidadãos e trabalhadores. O magistrado destacou ainda que um representante público não deve utilizar discursos e falas capazes de gerar sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação. Além da proibição de novos incentivos à demissão por motivação política, a liminar estabelece a obrigatoriedade de remoção de todas as comunicações e publicações que originaram a ação judicial. Os conteúdos deverão ser retirados dos locais em que foram divulgados, com atenção especial a sites, perfis em redes sociais e aplicativos de mensagens, no prazo estipulado pela Justiça. Caso a determinação judicial seja descumprida, a parlamentar estará sujeita à aplicação de multa diária no valor de R$ 5 mil. A penalidade financeira passa a valer a partir do primeiro dia útil seguinte ao término do prazo de 48 horas concedido para o cumprimento integral da ordem. Em nota pública divulgada em suas próprias redes sociais, a deputada Índia Armelau declarou que jamais teve qualquer preconceito contra quem quer que seja. A parlamentar, que foi a mais votada para a Alerj no pleito mais recente com mais de 248 mil votos, após obter mais de 57 mil sufrágios em seu primeiro mandato em 2022, argumentou que sempre conviveu com a diversidade ideológica em sua trajetória como empresária. No posicionamento oficial, a deputada afirmou defender que as opções políticas dos trabalhadores sejam integralmente respeitadas, mas manifestou preocupação com situações de potencial sabotagem aos negócios e quebra de confiança entre empregador e empregado. Segundo a nota, o episódio decorreu de um equívoco interpretativo, pois o comentário teria partido da replicação de uma postagem de terceiro em outra rede social, não expressando orientação ou encorajamento próprio para contratações ou demissões por convicção política. A parlamentar sustentou ainda que defende relações equilibradas e a pacificação social entre o capital e o trabalho, acrescentando que, ao perceber que a postagem foi interpretada de maneira inadequada, deletou imediatamente os registros para evitar a utilização indevida do conteúdo e a geração de tensionamento social sobre o tema.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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