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ONS fará operação preventiva para garantir energia durante as eleições

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ONS fará operação preventiva para garantir energia durante as eleições

Setor elétrico se mobiliza para assegurar estabilidade na votação de outubro; esquema especial prevê equipes de sobreaviso e restrição a manutenções na rede. Operação especial do ONS vai monitorar fornecimento de energia nas Eleições 2026 O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) preparou um esquema especial de monitoramento preventivo para assegurar a estabilidade e a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica em todo o país durante o Primeiro Turno das Eleições 2026, agendado para o próximo domingo, dia 4 de outubro. A mobilização técnica terá início na madrugada de sábado, dia 3 de outubro, pontualmente à zero hora, e se estenderá até as 7h da manhã de segunda-feira, dia 5 de outubro, período crítico que abrange a preparação, a votação, a apuração inicial e a consolidação do pleito. O planejamento estratégico traçado pelo órgão federal não se restringe apenas à primeira etapa do processo eleitoral. O ONS confirmou que todo o protocolo operacional será integralmente repetido no segundo turno da votação, marcado para o dia 25 de outubro. Para esta segunda etapa, a vigilância reforçada da rede elétrica começará no dia 24 e seguirá atenta até o encerramento da operação em 26 de outubro, garantindo retaguarda técnica contínua aos tribunais eleitorais e aos eleitores brasileiros. A iniciativa colocada em prática pelo ONS atende rigorosamente às diretrizes estabelecidas pela Resolução nº 001/2005 do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). A norma regulamentadora determina que o operador nacional deve propor e executar medidas extras de segurança sempre que o país enfrentar eventos de grande relevância nacional, blindando a infraestrutura crítica contra eventuais falhas sistêmicas em momentos decisivos para a democracia. Para transformar o planejamento em realidade nos milhares de municípios brasileiros que participarão da votação, o ONS definiu uma série de restrições operacionais para as empresas do setor. Dentre as principais determinações exigidas pelo órgão, destaca-se a solicitação expressa para que todas as distribuidoras de energia elétrica mantenham equipes técnicas de operação e manutenção de prontidão, em regime de sobreaviso, para agir com máxima rapidez em eventuais ocorrências emergenciais que venham a surgir durante o final de semana eleitoral. Além disso, o operador determinou que sejam rigorosamente evitadas quaisquer manutenções programadas nas redes que envolvam corte de carga ou que apresentem o menor risco de interrupção no fornecimento aos consumidores. Como camada adicional de proteção à infraestrutura, o ONS recomendou a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) operando com fluxos elétricos mais reduzidos, estratégia técnica concebida especificamente para elevar os níveis de segurança e resiliência da malha energética do país. O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, pontuou que o conjunto de ações preventivas foi desenhado para conferir uma blindagem extra à rede elétrica justamente em um dos períodos de maior importância institucional para o país. Segundo o dirigente, o foco principal da mobilização é blindar a infraestrutura de transmissão e distribuição contra imprevistos. “Essa atuação preventiva busca preservar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional e garantir que o fornecimento de energia ocorra com estabilidade e segurança durante todo o processo de votação”, declarou Rea. A execução de um plano dessa envergadura exige uma engenharia complexa de comunicação e troca contínua de dados entre diferentes esferas do poder público e do setor regulado. O protocolo operacional desenhado pelo ONS estabelece um canal direto e ininterrupto para o compartilhamento de informações sobre o desempenho da rede elétrica. O operador manterá contato permanente com geradores, transmissores e distribuidores de energia para monitorar o status do sistema em tempo real e registrar eventuais ocorrências. Essa central de inteligência e monitoramento técnico também dialogará de forma estreita com órgãos estratégicos da administração pública e da Justiça Eleitoral. Participam ativamente do fluxo de informações o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsáveis pela tutela institucional do setor, além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que coordenam a logística da votação em todo o território nacional. O encerramento do esquema especial de monitoramento não significará o fim dos trabalhos estatísticos e de avaliação técnica. Na segunda-feira seguinte ao pleito, marcada para o dia 5 de outubro, o ONS tem o compromisso institucional de emitir um relatório detalhado. O documento trará um resumo completo com todas as informações técnicas referentes ao desempenho da rede de operação do sistema elétrico durante o final de semana, destacando eventuais fatos relevantes e ocorrências que tenham cruzado o radar dos operadores ao longo do processo eleitoral.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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