Tragédia na Espanha: Buscas por sobreviventes continuam após acidente de trem que deixa 69 mortos Balanço oficial aponta ainda mais de 100 feridos e 57 pessoas hospitalizadas após colisão na província de Toledo; governo decreta luto nacional e greve de maquinistas pressiona setor ferroviário. Equipes de resgate intensificaram as buscas nesta quinta-feira (29) em meio aos vagões destruídos de trens de alta velocidade na província central de Toledo, na Espanha, na esperança de encontrar mais sobreviventes do que já é considerado o pior acidente ferroviário na Europa desde 2013. A tragédia, ocorrida na última quarta-feira (28), já contabiliza 69 mortos e mais de 100 feridos, em um cenário que mobilizou uma megaoperação de segurança e assistência médica na região rural espanhola. Guindastes trabalharam durante toda a madrugada para remover partes dos destroços e levantar um vagão que ainda permanecía tombado. Autoridades locais informaram que restos mortais foram encontrados durante os trabalhos noturnos. Equipes de emergência foram vistas carregando um corpo envolto em cobertor de um dos trens, enquanto unidades caninas e militares foram mobilizados para vasculhar minuciosamente a área em busca de possíveis vítimas presas. Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castela-La Mancha, destacou à emissora estatal TVE que os trabalhos seguem com extremo cuidado devido à instabilidade dos escombros. A representante afirmou que a unidade canina retornou ao local para assegurar que ninguém mais permaneça sob a estrutura retorcida, embora o governador regional, Emiliano Garcia-Page, tenha demonstrado cautela ao avaliar a possibilidade de novos resgates sob o vagão que estava tombado. O desastre ferroviário ocorre após uma colisão entre trens de alta velocidade na linha que liga Madri a Sevilha, marcando o segundo incidente envolvendo as mesmas empresas ferroviárias na mesma rota desde janeiro deste ano. Diante da gravidade da situação, o governo espanhol decretou três dias de luto nacional pelas vítimas. A comoção também atingiu o cenário político, forçando os líderes dos dois principais partidos da Espanha a suspenderem suas agendas e eventos da campanha para as eleições antecipadas marcadas para 29 de novembro. O impacto da tragédia coincidiu com o andamento de uma greve previamente planejada pelos maquinistas espanhóis, que cobram maiores investimentos na segurança ferroviária do país. O movimento grevista ganha força em um momento de intensa pressão pública sobre a infraestrutura dos trens de alta velocidade, remetendo à memória do acidente ocorrido em 2013 em Santiago de Compostela. Das centenas de pessoas atingidas pelo impacto, as autoridades confirmaram que pelo menos 57 feridos continuam internados em hospitais da região. Para garantir a segurança e o andamento das perícias, um juiz em Toledo determinou o isolamento total da área, estabelecendo uma zona de exclusão de dois quilômetros em ambas as direções ao longo da linha ferroviária, com acesso restrito exclusivamente a equipes de emergência, segurança, assistência médica e judicial. A operação de resposta ao desastre envolveu o Ministério do Interior da Espanha na mobilização de mais de 800 militares e policiais, além de mais de 200 veículos, três helicópteros, drones, unidades montadas, cães de busca e um posto de comando móvel instalado para coordenar os trabalhos no local. As investigações sobre as causas exatas da colisão seguem em andamento sob a supervisão das autoridades judiciais competentes.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







