Eleições Suplementares 2022: Sete Cidades Escolhem Novos Prefeitos em Votação Fora de Época Enquanto o país decidia o segundo turno presidencial, eleitores de municípios em quatro estados voltaram às urnas convocados pela Justiça Eleitoral devido a cassações e impugnações. Enquanto a atenção do país estava voltada para a disputa presidencial do segundo turno, eleitores de sete municípios brasileiros retornaram às urnas em um domingo atípico para eleger novos prefeitos e vices por meio de eleições suplementares. O pleito fora de época foi convocado pela Justiça Eleitoral em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins, após os vencedores das eleições municipais anteriores terem os registros de candidatura indeferidos ou cassados. De acordo com as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, as eleições suplementares ocorrem obrigatoriamente quando o candidato mais votado no pleito majoritário tem o registro recusado ou invalidado por motivos como abuso de poder político e econômico, entre outras infrações à legislação eleitoral. A coincidência da data com o segundo turno nacional exigiu um esquema logístico específico para garantir a normalidade da votação nas localidades afetadas. No estado de São Paulo, três municípios realizaram novas eleições. Em Macedônia, no interior paulista, o eleitorado escolheu Vado, do PSD, que obteve 1.835 votos, o equivalente a 57,54% dos válidos, derrotando Adilson Helena, do União, que ficou com 42,46%. A abstenção na cidade foi de 18,42%. Já em Martinópolis, Beto Leite, também do União, venceu a disputa entre três chapas ao registrar 8.247 votos, ou 59,09% da preferência, superando Marquinhos Xavier, do PSDB, e Gabriel Valões, do MDB, com uma taxa de abstenção de 18,66%. Ainda em território paulista, a cidade de Narandiba registrou um cenário que ainda agu鼠标 a chancela definitiva da Justiça Eleitoral. Claudião Damacena, do União, obteve a maioria dos votos com 2.135 registros, representando 56,90% do total, mas sua candidatura permanece sub judice. Ele concorreu diretamente com Pedrinho, do PRD, que alcançou 1.617 votos, em um pleito que teve 11,73% de abstenção. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, o município de Itaguaí mobilizou um expressivo eleitorado que garantiu a vitória de Haroldinho Jesus, do PDT. O candidato conquistou 58.054 votos, expressivos 77,47% dos válidos. O segundo lugar ficou provisoriamente com Kelaine Goulart, do Novo, cuja candidatura ainda aguarda aprovação definitiva da Justiça Eleitoral e que somou 19,03% dos votos. A disputa na cidade fluminense contou ainda com Luciano Mota, do PT, e Marcelo Cunha, do Democrata, registrando uma abstenção de 20,8%. No Sul do país, duas cidades passaram por novas votações. Em Arroio do Sal, no litoral norte gaúcho, Felipe Valim, do MDB, foi eleito com 4.592 votos, o que corresponde a 62,96% dos votos válidos. Ele derrotou Valdir Censi, do PP, que obteve 37% da preferência em um universo onde a abstenção atingiu 19% dos 9.496 eleitores aptos. Já em Santana do Itararé, no Paraná, Zé Izac, do PT, assegurou a prefeitura ao receber 2.043 votos, totalizando 54,32% dos válidos. O candidato petista superou Brunão Mota, do PSD, que ficou com 45,68%. O município paranaense apresentou um comparecimento expressivo às urnas, com 84,91% de participação e uma taxa de abstenção de 15,09%. Completando o mapa das eleições suplementares, o município de Goiatins, no Tocantins, elegeu Max Luz, do Solidariedade, com 3.863 votos, equivalentes a 52,85% do total válido. Ele superou Dida Filgueiras, do Podemos, que obteve 3.446 votos, em uma votação que registrou 7.703 votos válidos e uma abstenção de 12,58%, encerrando o ciclo de votações extraordinárias que garantiram a regularização administrativa dos executivos municipais.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







