Prisão em Nova Veneza: mulher usa ida de filha à escola para denunciar companheiro por agressão e ameaça Ação rápida da Polícia Militar no loteamento Treviglio resultou na detenção do agressor e na apreensão de uma pistola 9 mm e uma espingarda calibre 12 sem registro. Uma mulher de 37 anos encontrou na rotina de levar a filha à escola a oportunidade crucial para pedir socorro e escapar de um ciclo de violência doméstica na manhã desta quarta-feira (4), no loteamento Treviglio, em Nova Veneza, no Sul catarinense. O episódio, que culminou na prisão em flagrante do companheiro, de 33 anos, e na apreensão de duas armas de fogo mantidas de forma irregular na residência, escancara a gravidade dos casos de violência baseada em gênero motivada por ciúmes na região. O acionamento da Polícia Militar ocorreu por volta das 7h30, mobilizando equipes para a Rua Albino Mondardo. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais relataram ter ouvido gritos vindos do interior do imóvel. No momento da abordagem, a vítima conseguiu sair da casa pedindo ajuda urgente, relatando aos agentes que vinha sendo alvo de ameaças constantes e agressões físicas havia aproximadamente dez dias. Segundo o relato prestado à polícia, as investidas violentas do companheiro eram motivadas por episódios de ciúmes. Durante o atendimento inicial da ocorrência, os policiais constataram evidências físicas da violência sofrida pela vítima, que apresentava hematomas visíveis nos braços, marcas decorrentes de uma agressão anterior. Com a chegada das autoridades e a situação sob controle, o próprio suspeito informou às equipes que mantinha armas de fogo guardadas na residência, embora tenha falhado em apresentar qualquer documentação legal ou porte obrigatório para os artefatos. Em uma varredura realizada no local, os policiais apreenderam uma pistola de calibre 9 milímetros, uma espingarda de calibre 12 e um total de 11 munições intactas. Diante da materialidade dos crimes e dos relatos colhidos no local, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça junto com todo o material bélico recolhido, que passará por perícia. O caso seguirá sob investigação para a formalização dos inquéritos referentes à violência doméstica, ameaça, lesão corporal e posse irregular de arma de fogo.
Fonte: Sul in Foco







