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Dólar fecha abaixo de R$ 5 e recua 1,58% na semana

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Dólar fecha abaixo de R$ 5 e recua 1,58% na semana

Dólar fecha abaixo de R$ 5 e desaba na última sessão antes do segundo turno das eleições Moeda americana encerrou cotada a R$ 4,993, acumulando queda de 1,58% na semana, enquanto o Ibovespa fechou em alta e o petróleo disparou devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O dólar comercial encerrou a sessão abaixo da marca psicológica de R$ 5 pela primeira vez em semanas, cotado a R$ 4,993, registrando uma retração de 0,92% no último dia útil antes do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. O movimento de desvalorização da moeda americana ocorreu em meio ao ajuste de posições por parte dos investidores, que repercutiram tanto o cenário político interno quanto a forte volatilidade nos mercados internacionais provocada pela escalada de conflitos no Oriente Médio. Na reta final do pregão, a divisa norte-americana alcançou a mínima de R$ 4,989, atingindo o menor patamar de cotação desde o dia 9 de outubro. Com o resultado da sessão, a moeda acumulou uma queda de 1,58% ao longo da semana, revertendo parcialmente a alta de 1,77% registrada no período imediatamente anterior. O comportamento do câmbio brasileiro chamou atenção no cenário internacional, apresentando o melhor desempenho entre as principais divisas globais, mesmo diante da valorização generalizada do dólar no exterior, refletida na alta do índice DXY. O mercado financeiro doméstico operou sob forte expectativa em relação à reta final da disputa eleitoral pela Presidência da República, que opõe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Analistas apontam que a cautela predominou ao longo da semana, mas a sessão de sexta-feira foi marcada por ajustes táticos dos agentes econômicos, resultando na trégua da cotação do dólar e em um fechamento positivo para a Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia com ganho de 0,47%, alcançando os 205.082,56 pontos, impulsionado pelo volume financeiro negociado de R$ 30,7 bilhões. A sessão foi beneficiada pelo desempenho favorável de ações ligadas aos setores de petróleo e mineração, que acompanharam diretamente a alta internacional das commodities. Apesar da recuperação no último pregão, o índice acumulou uma leve queda de 0,17% na semana, refletindo a instabilidade e a aversão ao risco geradas pelo ambiente eleitoral. No horizonte mais amplo, o desempenho de outubro segue sólido, com valorização acumulada de 10,06%, enquanto o ganho no acumulado de 2026 já alcança 27,28%. Enquanto o cenário político interno ditava o tom do câmbio e da bolsa, o mercado global de energia enfrentou uma turbulência severa decorrente do agravamento das tensões no Oriente Médio. Os contratos futuros do petróleo dispararam mais de 3%, atingindo os maiores patamares desde abril, sustentados pelos temores de novos confrontos diretos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além do risco iminente de interrupções no fornecimento global de combustíveis. O barril do petróleo tipo Brent para dezembro fechou em alta de 3,13%, cotado a US$ 116,72, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 3,82%, encerrando a US$ 103,27. Na variação semanal, os contratos acumularam expressivos ganhos de 6,24% para o Brent e de 4,29% para o WTI. O estresse geopolítico se intensificou após alertas do Irã de que poderá responder a eventuais ofensivas militares com ataques a bases estratégicas e rotas comerciais na região do Golfo Pérsico, somando-se a confrontos envolvendo os houthis e a Arábia Saudita. Diante da pressão sobre os preços e da ameaça de desabastecimento, o Departamento de Energia dos Estados Unidos autorizou a liberação de volumes da Reserva Estratégica de Petróleo para tentar conter a volatilidade nos mercados internacionais.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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