–:–:–
Conecte-se conosco
Última hora
Festival discute uso de inteligência artificial na montagem de filmes  •  ‘Tua empresa vai falir’: vendedor ambulante é chamado de ‘petista’ e ofendido por idoso enquanto trabalha em avenida movimentada de SC  •  Governo de Santa Catarina abre concurso público do IMA com 18 vagas e avança no fortalecimento do quadro de servidores  •  Em palestra do Comac, presidente da Casan destaca investimentos de R$ 2,7 bilhões em abastecimento e saneamento de Santa Catarina  •  Governador Jorginho Mello monitora situação das cidades afetadas pelas chuvas e determina atendimento imediato aos municípios atingidos  •  “Foi uma desgraceira”: após relato de Amin sobre tornado em Chapecó, Alcolumbre vai pedir ajuda federal  •  Festival discute uso de inteligência artificial na montagem de filmes  •  ‘Tua empresa vai falir’: vendedor ambulante é chamado de ‘petista’ e ofendido por idoso enquanto trabalha em avenida movimentada de SC  •  Governo de Santa Catarina abre concurso público do IMA com 18 vagas e avança no fortalecimento do quadro de servidores  •  Em palestra do Comac, presidente da Casan destaca investimentos de R$ 2,7 bilhões em abastecimento e saneamento de Santa Catarina  •  Governador Jorginho Mello monitora situação das cidades afetadas pelas chuvas e determina atendimento imediato aos municípios atingidos  •  “Foi uma desgraceira”: após relato de Amin sobre tornado em Chapecó, Alcolumbre vai pedir ajuda federal

Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos

2 visualizações
Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos

Inteligência artificial na educação: como professores inovam e engajam alunos na rede pública Da recriação do futuro profissional de crianças na periferia ao combate aos atalhos na escrita acadêmica, docentes utilizam ferramentas generativas para transformar rotinas pedagógicas e aproximar a tecnologia da realidade escolar. O que você quer ser quando crescer? A tradicional pergunta sobre planos para o futuro ganhou uma materialidade inédita para 31 crianças de 9 e 10 anos em Campinas, no interior paulista, quando a professora Giovanna Macedo decidiu utilizar inteligência artificial generativa para projetar digitalmente a imagem de seus alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Professor Carlos Cristovam Zink vestindo os uniformes das profissões com que sonham. A iniciativa, realizada a partir de fotos tiradas dos estudantes em 2025, resultou em registros emocionados que variam de jogador de futebol a astronauta, passando por veterinária, bailarina, cantor e artista. O vídeo com a reação da turma viralizou nas redes sociais e ganhou repercussão internacional, destacando o potencial da tecnologia para aproximar universos que parecem distantes da realidade de alunos da periferia. Aos 27 anos e com oito de atuação no magistério, comemorados neste 15 de outubro, a docente admite que não possui formação específica em inteligência artificial, mas recorre às ferramentas de forma intuitiva para estimular a curiosidade e fortalecer a autoestima da turma. A repercussão internacional da atividade abriu caminho para novos planos acadêmicos, incluindo o desejo de cursar uma especialização em metodologias e didática para aprimorar o uso pedagógico dos recursos digitais. A transformação na rotina escolar reflete um cenário de transição em que o tradicional quadro negro e o giz dividem espaço com computadores e telas, exigindo adaptação das instituições de ensino. Para a diretora-geral da Start Anglo Bilingual School, no Rio de Janeiro, Kassula Correa, o avanço tecnológico demanda responsabilidade institucional para guiar estudantes que já crescem hiperconectados, mas que muitas vezes carecem de criticidade diante do volume de informações recebidas instantaneamente. Segundo Kassula, a facilidade com que as crianças manuseiam dispositivos móveis não se traduz necessariamente em capacidade de pesquisa profunda, checagem de veracidade ou compreensão dos riscos no compartilhamento de dados. A educadora defende que a tecnologia respeite as diversidades em sala de aula e que a escola preserve seu papel essencial como ambiente de desenvolvimento socioemocional, onde os estudantes aprendem a conviver, superar dificuldades e lidar com o coletivo. A necessidade de capacitação contínua para acompanhar essa transição é apontada por especialistas como um caminho incontornável. O professor e pesquisador Marcio Luiz Dias, que atua há 13 anos na formação continuada de docentes da rede pública de ensino do Distrito Federal com foco em inteligência artificial, destaca que a velocidade das inovações torna inviável a atualização imediata dos currículos das faculdades de licenciatura. Nas formações promovidas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, a orientação central é superar o uso meramente instrumental das ferramentas digitais. O Currículo em Movimento das Escolas Públicas do DF preconiza que a tecnologia seja empregada de maneira crítica, colaborativa e estritamente atrelada à intencionalidade pedagógica, unindo a experiência analógica prévia dos professores às novas demandas da cultura digital. Além de diversificar exercícios, planejar aulas e adaptar níveis de dificuldade para alunos com necessidades específicas, a inteligência artificial tem sido utilizada para otimizar tarefas administrativas e operacionais repetitivas. Para o professor Marcio Luiz, a automação dessas rotinas burocráticas devolve tempo precioso ao educador, permitindo que ele se dedique ao planejamento aprofundado e ao acompanhamento individualizado do percurso de aprendizagem de cada estudante. No Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional de Taguatinga, no Distrito Federal, o professor Jaime Guilherme de Oliveira aplica a tecnologia no ensino de computação gráfica para jovens de 14 a 18 anos, muitos dos quais não possuem computadores em casa. Vindo do mercado corporativo e capacitado pela rede pública local, Jaime utiliza o ChatGPT para criar conteúdos expositivos, planejar aulas e desenvolver jogos educativos lúdicos, como o Arena ABNT, criado para ensinar as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas de forma interativa. Apesar dos ganhos de produtividade e engajamento, o docente ressalta que a ferramenta atua apenas como suporte, e que a intenção, a sensibilidade e o pensamento crítico permanecem sob responsabilidade humana. O principal desafio apontado por formadores e gestores reside no combate ao uso superficial dos recursos, evitando que os estudantes utilizem a inteligência artificial como um atalho automatizado para entregas vazias, substituindo o raciocínio próprio pela cópia mecânica. Para mitigar esse risco, o letramento digital atua como ferramenta de defesa contra a disseminação de notícias falsas e golpes virtuais, estimulando que a tecnologia seja empregada para argumentar, questionar e debater. No âmbito nacional, o Ministério da Educação informou que planeja publicar em breve uma resolução inédita sobre o uso de inteligência artificial na educação, estabelecendo diretrizes unificadas para preservar a autonomia docente, garantir a segurança dos estudantes e orientar práticas pedagógicas éticas e inclusivas em todas as etapas de ensino, amparadas pela expansão de programas de conectividade como a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

Mais em Ultimas Notícias

Ver tudo →

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.