Dólar volta a fechar acima de R$ 5 com avanço de 0,74% e Ibovespa recua com cautela eleitoral Moeda norte-americana desatou movimento de alta na volta do feriado, contrariando o cenário externo, enquanto a bolsa brasileira registrou perdas após sequência de recordes históricos. O dólar comercial encerrou esta terça-feira em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,023, rompendo novamente a barreira dos R$ 5 após a volta do feriado prolongado. O movimento de valorização da divisa no mercado brasileiro ocorreu de forma descolada da tendência internacional, em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante das pesquisas eleitorais para a disputa presidencial e de ajustes no cenário econômico doméstico. Apesar da alta registrada na sessão, a moeda estadunidense ainda acumula uma retração expressiva de 8,50% ao longo de 2026. No exterior, o comportamento foi oposto: o índice do dólar, que mede a força da divisa frente a uma cesta de seis principais moedas globais, registrava queda de 0,34%, aos 102,190 pontos, no fim da tarde. O ambiente de negócios no Brasil também foi influenciado por uma ocorrência operacional no Banco Central. No final da manhã, a autoridade monetária precisou cancelar um leilão regular de rolagem de swap cambial, modalidade voltada à venda de dólares no mercado futuro que ofertaria 50 mil contratos com vencimento em 3 de novembro. A suspensão aconteceu devido a um problema técnico. Na mesma sessão, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em baixa de 1,04%, aos 206.887,52 pontos. O recuou ocorreu após o índice alcançar máximas históricas na semana anterior, quando chegou a superar a marca dos 209 mil pontos. Ao longo do dia, o indicador oscilou entre a mínima de 206.146,15 pontos e a máxima de 209.071,98 pontos, movimentando um volume financeiro de R$ 45,63 bilhões. Analistas apontam que o desempenho negativo da bolsa refletiu essencialmente a realização de lucros por parte dos investidores, movimento em que participantes do mercado vendem ativos para embolsar ganhos recentes após os recordes consecutivos. Além da realização de lucros, pesaram sobre o pregão nacional o cenário eleitoral e o comportamento cauteloso das praças financeiras internacionais. Em Nova York, os principais índices acionários operaram com cautela, pressionados por perdas em ações de empresas do setor de semicondutores e pela repercussão dos balanços trimestrais de grandes bancos norte-americanos. O índice S&P 500, que reúne as 500 maiores corporações dos Estados Unidos, encerrou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,02%. Enquanto isso, os contratos futuros de petróleo fecharam a sessão desta terça-feira sem uma direção única. Os investidores calibraram as expectativas em torno do aumento da oferta russa e monitoraram de perto as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que envolvem desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia e o conflito com rebeldes houthis no Iêmen, com reflexos diretos na Arábia Saudita. O petróleo do tipo Brent, referência internacional para negociações, recuou 0,9% para fechar cotado a US$ 105,69 o barril, após registrar três sessões consecutivas de alta. Em contrapartida, o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, encerrou em alta de 0,43%, a US$ 94,14 o barril. As variações na commodity vieram acompanhadas da divulgação do relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. No documento, a Opep manteve inalterada a previsão de expansão da oferta de petróleo por países externos ao cartel em 600 mil barris por dia para 2026, ao passo que revisou para cima em 200 mil barris diários a projeção de crescimento da demanda global para o ano de 2027.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







