Balanço das bets: mais de R$ 1 bilhão em saldos são devolvidos a apostadores após proibição Governo federal aponta que volume retido nas plataformas caiu para R$ 159 milhões, enquanto malha contra sites irregulares já derrubou milhares de páginas e perfis nas redes sociais. Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores de apostas online, as chamadas bets, foram efetivamente devolvidos aos usuários em todo o país após a determinação de proibição e o encerramento do prazo para o saque voluntário, que ocorreu em 5 de outubro. De acordo com os dados oficiais enviados pelas empresas reguladas ao governo federal, a medida provocou uma retração expressiva no volume de recursos retidos nessas plataformas, fazendo com que o saldo atual caísse vertiginosamente de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões. Os recursos restantes que ainda precisam ser transferidos pertencem a apostadores que não realizaram a retirada dos valores dentro do prazo estipulado. Segundo o cronograma oficial estabelecido pelas autoridades, os bancos têm até o próximo dia 14 de outubro para finalizar a devolução desses montantes aos respectivos titulares, abrangendo um universo de 22,5 milhões de apostadores que estavam distribuídos em cerca de 70,5 milhões de contas ativas nas plataformas. Apesar do avanço no repasse do grosso do capital, o processo enfrenta entraves pontuais envolvendo algumas operadoras do setor. Dados oficiais revelam que pelo menos oito empresas ainda não repassaram aos bancos as informações cadastrais e financeiras estritamente necessárias para viabilizar a devolução integral dos valores aos cidadãos. Diante dessa resistência operacional, a Advocacia-Geral da União foi acionada e deve ir à Justiça para obrigar formalmente essas companhias a fornecerem os dados exigidos pelo poder público. O governo federal também definiu uma alternativa caso ocorra qualquer tipo de impedimento técnico ou operacional por parte das instituições financeiras durante o processo de restituição. Nesses cenários específicos, os recursos remanescentes serão transferidos diretamente para a custódia da Caixa Econômica Federal, instituição que passará a responder legalmente pela organização e pelo pagamento dos valores devidos aos apostadores. O mapeamento detalhado dos saldos que ainda aguardam resgate demonstra que a grande maioria das contas possui quantias inexpressivas. Conforme o levantamento das empresas, impressionantes 90% das contas cadastradas têm menos de R$ 1 a receber, enquanto 97% do total de perfis contam com um saldo inferior a R$ 10, refletindo a capilaridadede microtransações no mercado de apostas de quota fixa. Paralelamente à movimentação financeira de reembolso, o governo intensificou o cerco regulatório e repressivo contra a operação de plataformas ilegais no ambiente digital brasileiro. No período compreendido entre 25 de setembro e 9 de outubro, as autoridades federais encaminharam ordens para o bloqueio sumário de 16.627 sites irregulares de apostas que operavam sem a devida autorização legal no país. A ofensiva cibernética também mirou a propagação de conteúdos e o aliciamento de apostadores nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas. Foi solicitada formalmente a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores hospedados em diversas plataformas digitais, com destaque para a forte atuação em canais de grande alcance popular. Somente no aplicativo Telegram, o monitoramento oficial identificou a existência de 1.027 grupos ativos dedicados ao tema, que juntos somavam aproximadamente 18,5 milhões de membros expostos aos conteúdos. Já na plataforma TikTok, o pente-fino governamental localizou 115 perfis que acumulavam cerca de 459 mil seguidores, totalizando um alcance combinado de 18,9 milhões de usuários impactados por publicações ligadas ao mercado de apostas ilegais.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







