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Dino expõe relatório com ameaça de assassinato contra ministros do STF

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Dino expõe relatório com ameaça de assassinato contra ministros do STF

Relatório do STF expõe milhares de ameaças de morte e fuzilamento contra ministros Documento divulgado pelo ministro Flávio Dino revela ofensas e incitações à violência nas redes sociais motivadas por discordâncias de decisões judiciais da Corte. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), veio a público nesta sexta-feira (9) para expor um grave relatório de segurança que cataloga milhares de mensagens de ódio, ameaças de agressões físicas e planos de assassinato direcionados a magistrados da mais alta Corte do país. As evidências, que incluem imagens de postagens extraídas de um levantamento interno do próprio STF, foram compartilhadas por Dino em seu perfil verificado no Instagram, gerando forte repercussão no cenário político e jurídico nacional. De acordo com o material publicado, a escalada de violência verbal na internet atingiu níveis alarmantes. Uma das postagens reveladas pelo ministro, cujo autor teve a identidade ocultada por uma tarja preta, aponta que Dino seria o primeiro a ser fuzilado sob a justificativa de ter proibido o acesso a armas. Outra publicação ainda mais gráfica encontrada no relatório sugere a invasão da sede do STF para repetir com os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin o mesmo destino histórico de Tiradentes, mencionando a exposição de cabeças em praça pública. Ao comentar o teor das ameaças, Dino pontuou que o ódio manifestado nas redes sociais é fruto direto da repetição sistemática de mentiras arquitetadas para fomentar a violência contra as instituições. O magistrado enfatizou que a discordância em relação a acórdãos e sentenças da Justiça possui canais legítimos e previstos em lei, como o recurso aos colegiados competentes, dispensando qualquer tipo de ataque pessoal, discursos de ódio ou tentativas de intimidação física aos julgadores. Mesmo diante da gravidade do material apresentado no relatório de segurança, o ministro garantiu que sua rotina e suas convicções profissionais permanecem inabaladas. Com 37 anos dedicados ao serviço público e sem nunca ter respondido a um único processo criminal ao longo de sua trajetória, Dino afirmou que sua postura técnica não sofrerá qualquer alteração, ressaltando que sua voz, mãos e pernas continuam firmes no exercício do cargo. Na avaliação do magistrado, a tentativa de coerção por parte de extremistas esbarra em um princípio fundamental para a manutenção da ordem democrática brasileira. Para Dino, se um juiz passar a temer o julgamento de processos por receio de sofrer perseguições e represálias pessoais, o Poder Judiciário deixa de existir na prática, assim como a própria Constituição Federal. O problema das intimidações contra integrantes do Supremo não é recente e mobiliza os órgãos de segurança da Corte há anos. Pelo menos desde 2019, ministros do STF e seus familiares têm sido alvos constantes de ameaças de morte motivadas por decisões de grande repercussão política e social. A gravidade do cenário levou, ainda naquele ano, o então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, a determinar a abertura de ofício de uma investigação para mapear e punir os autores dos ataques, procedimento que ficou amplamente conhecido como o Inquérito das Fake News e que permanece em andamento no tribunal.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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