Defesa de Daniel Vorcaro pressiona STF e quer que André Mendonça analise soltura de ex-banqueiro Preso há oito meses na Papudinha sem indiciamento ou ação penal formal, o ex-banqueiro tenta destravar pedido de liberdade na Suprema Corte em meio a embates internos entre ministros. A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviou nesta quinta-feira (8) uma nova petição ao Supremo Tribunal Federal para exigir o julgamento urgente de um pedido de soltura que permanece travado na mais alta corte do país. O documento foi encaminhado diretamente ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, a quem caberá definir os rumos da análise do caso. Vorcaro está preso desde março deste ano e cumpre custódia preventiva no presídio da Papudinha, localizado no Distrito Federal. O ex-banqueiro é o principal alvo das investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras no Banco Master, além de tentativas de negociação para a compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília, banco público ligado ao Governo do Distrito Federal. No documento protocolado nesta quinta-feira, os advogados de Vorcaro sustentam que a manutenção da prisão preventiva é totalmente injustificável e fere normas processuais e constitucionais. A defesa aponta ainda que o ex-banqueiro enfrenta uma situação jurídica similar à de outros investigados no mesmo caso que já foram beneficiados com a liberdade provisória. O impasse em torno do pedido de soltura reflete um cenário de disputa interna e acúmulo de processos no Supremo Tribunal Federal. No mês passado, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, determinou que todos os procedimentos relacionados às investigações sobre o Banco Master fiquem concentrados temporariamente na presidência do tribunal. A medida excepcional adotada por Fachin ocorreu após uma série de conflitos e trocas de decisões liminares entre ministros do STF. O episódio ganhou maior repercussão quando o ministro André Mendonça, que atua como relator das investigações do caso, solicitou formalmente que o plenário da Corte autorizasse a abertura de uma apuração contra o ministro Alexandre de Moraes. A solicitação de Mendonça baseou-se em conversas que teriam sido descobertas no aparelho celular apreendido com Daniel Vorcaro. Diante do bloqueio processual na presidência do tribunal, os defensores do ex-banqueiro argumentam que o caso deve retornar ao relator original. Para a defesa de Vorcaro, o ministro André Mendonça é a autoridade competente que deve receber a prerrogativa e a autorização necessária para analisar e julgar o pedido de liberdade. No texto da petição encaminhada a Edson Fachin, os advogados enfatizam o fator temporal e a ausência de denúncias formais contra o executivo até o momento. Segundo destacou a defesa no documento oficial enviado ao STF, o peticionário está preso há mais de oito meses, sem ter sido indiciado e sem que haja qualquer ação penal em curso, configurando um cenário de prolongamento da custódia que carece de respaldo legal adequado.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







