Receita Federal apreende 15 toneladas de produtos irregulares avaliados em R$ 3,6 milhões no Porto do Rio Carga vinda da China foi declarada falsamente como guarda-chuvas, mas fiscalização encontrou cosméticos sem aval da Anvisa e itens com indícios de pirataria. Uma operação da Receita Federal realizada nesta quarta-feira (4) resultou na apreensão de um contêiner com aproximadamente 15 toneladas de mercadorias irregulares no Porto do Rio de Janeiro. A carga, que veio da China, continha cerca de 243 mil itens e foi avaliada em R$ 3,6 milhões, revelando um esquema de ocultação de produtos importados por meio de declarações falsas nos registros alfandegários. Durante a rotina de fiscalização no terminal portuário, os servidores federais constataram que a mercadoria havia sido inicialmente declarada como sendo apenas guarda-chuvas, classificados comercialmente como produtos de baixo valor agregado. No entanto, a verificação física detalhada da carga expôs uma realidade completamente diferente da informada nos documentos de importação. Os fiscais encontraram uma grande quantidade de cosméticos importados que estavam sendo trazidos ao país sem a devida anuência e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Além dos produtos de beleza que burlavam as normas sanitárias brasileiras, a inspeção identificou diversos itens com claros indícios de fraude e falsificação de marcas regularmente registradas no Brasil. A operação no Porto do Rio de Janeiro integra as estratégias e ações em curso da Operação Fronteira Receita Federal 2026. A iniciativa de grande escala tem como foco principal a vigilância rigorosa e a repressão sistemática em rotas logísticas frequentemente utilizadas para a prática de ilícitos como o contrabando, o descaminho e o tráfico internacional de drogas, armas, além de espécimes da fauna e da flora. Para ampliar a eficácia no combate aos crimes transfronteiriços, a ação conjunta reúne diversos órgãos de segurança pública, equipes de fiscalização e agências de defesa. O modelo de atuação conjunta promove o compartilhamento contínuo de inteligência entre as instituições, fortalecendo a resposta coordenada do Estado contra organizações criminosas especializadas em fraudes comerciais. De acordo com os órgãos fiscalizadores, impedir a entrada de produtos irregulares e falsificados no mercado nacional cumpre um papel fundamental em várias frentes. A medida atua diretamente na proteção da saúde e da segurança dos consumidores brasileiros, na defesa da propriedade intelectual das marcas lesadas e na promoção de um ambiente de concorrência justa e leal entre as empresas que operam dentro da legalidade no país.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







