Investimento de R$ 10 milhões impulsiona agricultura familiar no semiárido da Bahia Iniciativa do BNDES e da Petrobras por meio do programa Sertão + Produtivo vai atender 720 agricultores em 26 municípios, com foco em sustentabilidade, segurança alimentar e inclusão produtiva de mulheres e jovens. Um aporte financeiro de aproximadamente R$ 10 milhões vai transformar a realidade de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar em 26 municípios do semiárido da Bahia, conforme anunciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa, realizada em parceria com a Petrobras, tem como objetivo principal fortalecer a produção, o beneficiamento e a comercialização de produtos agrícolas na região, beneficiando diretamente 720 agricultores vinculados a 27 cooperativas e associações locais. O projeto é executado pela União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes Bahia) e integra o programa Sertão + Produtivo. A ação foi desenhada especificamente para fomentar o setor em regiões que enfrentam alta vulnerabilidade socioeconômica no semiárido brasileiro, estendendo-se por um prazo de execução de 36 meses. O contexto socioeconômico da região justifica o foco da intervenção. O semiárido baiano abrange 287 municípios divididos em 22 Territórios de Identidade, o que corresponde a 85,6% de todo o território estadual e concentra 53,1% da população da Bahia. Nesses locais, a agricultura familiar desempenha um papel econômico e social fundamental, respondendo por 78,24% de todos os estabelecimentos rurais. Do total de 720 agricultores contemplados diretamente pelo investimento, o perfil dos beneficiários demonstra forte representatividade de grupos historicamente vulneráveis: são 504 mulheres, 504 jovens e 45 agricultores quilombolas, categorias que podem se sobrepor dentro das comunidades atendidas. Os recursos financeiros serão direcionados para o apoio direto à produção, englobando assistência técnica contínua, capacitação, beneficiamento de safras e a abertura efetiva de novos canais de comercialização. Para atingir esses objetivos, o projeto prevê a implantação de 240 sistemas produtivos agroecológicos diretamente nas propriedades dos agricultores familiares. A ideia é que essas estruturas funcionem como unidades de referência local para disseminar práticas produtivas adaptadas às condições climáticas e geográficas do semiárido. O planejamento também contempla a estruturação ou melhoria de 11 unidades de beneficiamento, a criação de 12 feiras agroecológicas ou orgânicas e a realização de 180 oficinas de capacitação, além de 7,2 mil visitas e 900 reuniões dedicadas à assistência técnica e extensão rural. O plano de investimentos detalha ainda a estruturação de 40 quintais produtivos equipados com canteiros econômicos e galinheiros, 40 sistemas de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável, outros 40 quintais associados a tecnologias voltadas para o armazenamento de água e 120 sistemas agroecológicos voltados especificamente para a produção de ovos caipiras. No setor de beneficiamento, o projeto viabilizará três minicentrais de abastecimento, quatro fábricas de ração e quatro entrepostos de ovos, além de garantir espaços de venda direta aos produtores por meio de feiras semanais. As ações práticas serão concentradas em cinco Territórios de Identidade baianos: Bacia do Jacuípe, Piemonte do Paraguaçu, Portal do Sertão, Sertão Produtivo e Sudoeste Baiano. A área de abrangência geográfica alcança os municípios de Anagé, Anguera, Barra do Choça, Caculé, Caetité, Candiba, Condeúba, Encruzilhada, Feira de Santana, Iaçu, Ibiassucê, Ipirá, Irará, Jacaraci, Licínio de Almeida, Nova Fátima, Pé de Serra, Pintadas, Poções, Presidente Jânio Quadros, Riachão do Jacuípe, Santa Bárbara, Santanópolis, Várzea da Roça, Guajerú e Planalto. Entre essas localidades, os municípios de Pintadas, Guajerú, Jacaraci, Ibiassucê, Presidente Jânio Quadros e Condeúba receberam prioridade na seleção do edital do BNDES. A escolha baseou-se em indicadores técnicos que avaliaram a forte presença da agricultura familiar, o histórico de compras públicas e a disponibilidade de tecnologias sociais voltadas para o acesso à água. Segundo informações divulgadas pelo BNDES, a expectativa central com o aporte dos recursos é ampliar os volumes de produção e a geração de renda nas comunidades, agregar valor comercial aos itens produzidos, aprimorar a gestão dos empreendimentos coletivos e consolidar o acesso a mercados institucionais de grande relevância social. Entre esses mercados estão o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos, além da expansão da inserção dos produtos no mercado privado.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







