Padre é afastado de colégio em Santa Catarina após foto fazendo o L viralizar Decisão da direção do Colégio Rogacionista Pio XII, em Criciúma, ocorreu após repercussão nas redes sociais da imagem associando o religioso à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Um padre que atuava na diretoria do Colégio Rogacionista Pio XII, localizado em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, foi afastado de suas funções administrativas após a viralização de uma fotografia em que aparece fazendo o gesto conhecido como “fazendo o L”, associado à campanha e à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O afastamento foi confirmado pela instituição de ensino confessional por meio de uma nota oficial divulgada na sexta-feira (31). A medida gerou repercussão imediata na comunidade escolar e nas redes sociais da região sul catarinense, polarizando opiniões sobre a presença de manifestações político-partidárias por parte de figuras religiosas em ambientes educacionais. De acordo com o comunicado emitido pela administração do Colégio Rogacionista Pio XII, a decisão de afastar o religioso da diretoria foi tomada para preservar os valores institucionais da escola e garantir a neutralidade pedagógica e religiosa que a instituição prega em suas atividades cotidianas com os estudantes e familiares. A repercussão do caso ganhou força no ambiente digital logo após a circulação da imagem, que mostrava o sacerdote realizando o gesto alusivo ao resultado das eleições presidenciais. A postagem rapidamente se espalhou por grupos de mensagens e redes sociais, atraindo críticas de setores conservadores da comunidade e debates acalorados sobre a postura de lideranças católicas em contextos políticos. A direção do colégio enfatizou na nota oficial que a instituição atua há anos na formação integral de crianças e jovens em Criciúma, pautando-se pelo respeito à pluralidade e pelo compromisso com a educação neutra. Os responsáveis pela escola não detalharam se o sacerdote continuará exercendo funções pastorais paroquiais na região ou se o afastamento se estende a outras atividades fora do âmbito diretivo do colégio. O caso ilustra a sensibilidade em torno de manifestações políticas por parte de figuras públicas e religiosas em ambientes escolares, um tema recorrente de debates no cenário digital brasileiro, especialmente em municípios do interior onde instituições de ensino tradicionais possuem forte vínculo com a comunidade local.
Fonte: Criciúma







