Crise na educação: pais dormem ao relento por vagas em escola municipal de Penha Fila interminável começou na tarde de segunda-feira, véspera de feriado de Finados, em frente à Escola Municipal Cipriano Silvino Custódio, no bairro Santa Lídia, evidenciando o déficit crônico de vagas na rede pública. Pais de alunos enfrentaram o frio da madrugada ao relento e no sereno em busca de garantir uma das escassas “vinte e poucas vagas” disponíveis para o próximo ano letivo na Escola Municipal Cipriano Silvino Custódio, localizada no bairro Santa Lídia, no município catarinense de Penha. A corrida desesperada por um espaço na unidade de ensino começou ainda na tarde da última segunda-feira, véspera do feriado de Finados, por volta das 14h, embora o atendimento oficial para as matrículas estivesse marcado para abrir somente às 8h da terça-feira. A situação dramática vivida pelas famílias escancara a angústia enfrentada anualmente por moradores da região para assegurar o direito básico à educação dos filhos perto de casa. A longa espera sob condições adversas reflete um problema estrutural recorrente na rede municipal de ensino de Penha, onde a demanda por vagas supera drasticamente a capacidade de atendimento das instituições disponíveis nos bairros. Com cobertores, cadeiras de praia e casacos pesados para tentar amenizar o sereno da madrugada, os responsáveis se revezaram na fila improvisada em frente ao portão da escola no bairro Santa Lídia. O grupo reduzido de vagas, estimado em pouco mais de vinte oportunidades, transformou a busca por uma matrícula em uma verdadeira maratona de resistência, evidenciando a tensão e a preocupação dos pais com o futuro escolar das crianças na cidade. O episódio na Escola Municipal Cipriano Silvino Custódio coloca em evidência os desafios enfrentados pela gestão pública municipal na oferta de infraestrutura adequada e quantidade suficiente de vagas na rede de ensino. A falta de vagas suficientes para atender à demanda da comunidade força famílias a abdicarem de noites de sono e a se exporem a situações de vulnerabilidade para assegurar que os filhos consigam estudar na rede pública.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







