Dólar fecha em alta e se aproxima de R$ 5,40 pressionado por cenário externo e fiscal Moeda americana avançou 0,76% nesta quinta-feira em meio a dados fortes dos Estados Unidos, incertezas sobre a política econômica e nova queda da Bolsa brasileira. O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira em alta de 0,76%, cotado a R$ 5,387, impulsionado por um ambiente de cautela que misturou pressões do cenário externo e preocupações fiscais domésticas. Ao longo da sessão, a divisa norte-americana chegou a bater na máxima de R$ 5,43 por volta das 15h30, refletindo a cautela generalizada dos investidores diante de indicadores econômicos robustos nos Estados Unidos e de incertezas relacionadas à política fiscal do Brasil. O movimento de valorização da moeda americana não se restringiu ao mercado brasileiro, mas fez parte de uma onda global de fortalecimento do dólar frente a divisas de países emergentes. A reação internacional foi desencadeada pela divulgação de dados do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, que cresceu 3,4% no terceiro trimestre, superando a projeção de 3,2% traçada por economistas consultados pela agência Reuters. No mesmo pacote de indicadores, o mercado acompanhou a alta de 0,5% nos gastos dos consumidores norte-americanos em setembro e o comportamento da inflação. O núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal, que serve como o termômetro de inflação preferido pelo Federal Reserve, subiu 0,3% no mês, em linha com as expectativas, enquanto o índice cheio avançou 0,5%. Com esses números, o dólar ganhou tração internacional contra moedas como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano, além do real. No mercado acionário internacional, os reflexos também foram negativos. Em Nova York, o índice S&P 500 fechou em baixa de 0,3% em uma sessão marcada pelo pessimismo no setor de tecnologia, puxado pelos resultados da Alphabet e por crescentes preocupações com os custos elevados de investimentos em inteligência artificial. Dentro do cenário nacional, o mercado financeiro manteve o radar ligado nas expectativas para o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, repercutindo especialmente as dúvidas sobre a futura composição da equipe econômica e as diretrizes das próximas medidas fiscais. O clima de apreensão foi intensificado pela divulgação de dados do Banco Central, que apontaram que a dívida bruta do setor público alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto em setembro, enquanto a dívida líquida subiu para 70% do PIB, ante os 69,3% registrados no mês anterior. A combinação de fatores externos e internos pesou fortemente sobre a B3. O Ibovespa fechou o dia em baixa de 1,06%, aos 169.186,42 pontos, acumulando a sua quarta sessão consecutiva de perdas. Durante o pregão, o principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 168.765,35 pontos e a máxima de 171.402,97 pontos. Apesar da alta registrada nesta quinta-feira, o dólar ainda acumula uma queda de 1,85% no resultado consolidado do ano.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







