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Coordenador de campanha do PL admite não ter prova de fraude eleitoral

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Coordenador de campanha do PL admite não ter prova de fraude eleitoral

Coordenador de campanha do PL admite falta de provas sobre suposta fraude eleitoral Declaração de Rogério Marinho contraria alegações de Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos após a derrota nas urnas e publicou carta de teor golpista contestando o resultado do pleito. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), admitiu nesta quarta-feira (28), em Brasília, que nem ele nem o Partido Liberal possuem provas para sustentar a acusação de fraude nas eleições brasileiras. A declaração ocorre após a divulgação de uma carta de teor golpista assinada por Flávio, que deixou o Brasil com a família e se encontra nos Estados Unidos após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno do último domingo (25). Durante coletiva de imprensa realizada no Senado Federal, Marinho comentou o documento divulgado inicialmente na rede social X, no qual Flávio se autoproclamava o verdadeiro presidente eleito do país. Cerca de meia hora após a publicação, o texto foi alterado, substituindo o termo “presidente eleito” por “líder do Brasil”. Questionado sobre a mudança e sobre as acusações de fraude contidas na carta, o senador foi categórico ao afastar a existência de evidências materiais. O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido, declarou Marinho aos jornalistas, pontuando que a manobra na carta do aliado pode ter sido motivada por algum problema técnico na confecção do texto. Para o senador, o documento reflete um desabafo de Flávio em decorrência de sua decisão de deixar o território nacional. Apesar de o candidato derrotado ter partido de forma voluntária, sem que houvesse contra ele nenhuma ordem de prisão preventiva, Marinho classificou o aliado como um exilado. Antes de embarcar clandestinamente em um avião de luxo fretado que decolou da Argentina — com o apoio logístico do governo do país vizinho —, Flávio enfrentava apenas uma determinação judicial que exigia a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. Para o líder da oposição, no entanto, a medida cautelar justificaria a saída do país para o exercício de sua liderança política. Na avaliação de Marinho, a permanência em solo brasileiro tornaria impossível a atuação de Flávio como principal voz oposicionista, papel que, segundo o comunicado distribuído por sua assessoria, continuará sendo exercido diretamente dos Estados Unidos, onde ele pretende correr riscos que os parlamentares do PL no Brasil não poderiam assumir. A carta golpista também critica duramente a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que estendeu o horário de votação no segundo turno até as 19h a pedido formal das campanhas do próprio PL e do PT. Dados oficiais apontam que o pleito foi encerrado com a vitória de Lula, que obteve 64 milhões de votos, frente aos pouco mais de 59 milhões recebidos por Flávio. A extensão de duas horas computou apenas 34.393 votos adicionais, em um universo de 158,7 milhões de eleitores aptos registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral. As alegações de irregularidades propagadas por Flávio contrariam abertamente o reconhecimento oficial da eleição pelo TSE, além de relatórios emitidos pela Organização dos Estados Americanos e chanceleres de diversas nações. O próprio PL, partido do candidato derrotado, já havia reconhecido formalmente o resultado das urnas logo após a apuração. Durante a coletiva, Marinho também comentou a repercussão internacional da carta e a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou publicamente que não irá se envolver no episódio. O senador avaliou que líderes estrangeiros possuem legitimidade para debater geopolítica, mas reiterou que cabe exclusivamente ao Brasil solucionar seus conflitos internos, rechaçando qualquer possibilidade de intervenção externa no processo político nacional. A situação jurídica de Flávio Bolsonaro no Brasil é complexa. O senador encerra seu mandato legislativo no final deste ano, momento em que perderá o foro privilegiado e a imunidade parlamentar. Ele responde atualmente a uma série de investigações conduzidas pelos órgãos competentes, que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Entre os inquéritos em curso, destaca-se a investigação sobre suposta lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas eletrônicas, envolvendo também o advogado Willer Tomaz, além de apurações sobre o financiamento do filme Dark Horse, que narra a trajetória de seu pai.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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