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Ashwagandha: Anvisa alerta que suplemento do TikTok não tem registro

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Ashwagandha: Anvisa alerta que suplemento do TikTok não tem registro

Alerta da Anvisa proíbe suplemento Ashwagandha viral no TikTok após casos graves de saúde Agência reguladora reforça que a erva asiática, amplamente promovida nas redes sociais para relaxamento e sintomas da perimenopausa, não tem registro no Brasil e apresenta riscos severos ao fígado e ao cérebro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta oficial para reforçar a proibição absoluta da fabricação, comercialização, distribuição e uso do suplemento alimentar ashwagandha em todo o território nacional. A substância, uma erva de origem asiática, ganhou forte notoriedade e circulação nos últimos meses através de vídeos na rede social TikTok, onde tem sido recomendada por influenciadores digitais para o relaxamento e o alívio de sintomas associados à perimenopausa. No comunicado divulgado à imprensa, a agência reguladora destacou a gravidade dos riscos associados ao consumo do produto ao citar o caso emblemático de uma mulher britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e sérios danos cerebrais após fazer uso do suplemento. A Anvisa foi enfática ao reiterar que a erva não integra a lista de ingredientes autorizados para uso em suplementos alimentares no país, tornando qualquer tipo de comércio ou circulação do item ilegal. O alerta da agência ocorre em meio a um conjunto de recentes fiscalizações rigorosas no mercado digital brasileiro, que incluem a proibição de lotes de medicamentos oncológicos, a apreensão de lotes falsificados de toxina botulínica e a interdição de canetas emagrecedoras sem registro vendidas livremente pela internet. Segundo o órgão federal, a proliferação desses produtos irregulares representa uma ameaça direta à saúde pública, alimentada muitas vezes por promessas milagrosas em plataformas digitais. A respeito da regulamentação do setor, a Anvisa esclareceu que os suplementos alimentares servem estritamente como uma alternativa para complementar a dieta de pessoas saudáveis, sendo úteis para quem necessita melhorar o consumo de nutrientes específicos ou pratica atividades físicas intensas. A instituição frisou, contudo, que é terminantemente proibido vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças, práticas comuns em campanhas de marketing encontradas nas redes sociais. De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada número 243 de 2018, os suplementos comercializados legalmente devem ser fabricados com substâncias devidamente autorizadas, podendo conter aditivos e ingredientes tradicionais para sabor, cor e aroma. Esses itens devem ser consumidos via oral em formatos como comprimidos, cápsulas, pós ou barras. A agência lembra que nem todas as pessoas necessitam desse tipo de produto em sua rotina diária. Para a Anvisa, a decisão de consumir qualquer suplemento alimentar deve ser avaliada rigorosamente com o auxílio de profissionais de saúde qualificados, levando em conta a condição clínica atual do paciente, a qualidade de sua alimentação e a intensidade de seus exercícios físicos. Caso exista uma real necessidade de suplementação, cabe exclusivamente aos especialistas orientar sobre o tipo correto de produto, a dosagem adequada, além de quando e como o item deve ser administrado. A maior parte dos perigos associados ao consumo de suplementos alimentares está diretamente ligada à irregularidade dos produtos comercializados, seja pela presença de substâncias químicas que jamais foram avaliadas pelos órgãos reguladores ou por falhas graves nas condições de fabricação e higiene. No entanto, a agência faz questão de ressaltar que os riscos não se restringem apenas aos mercados clandestinos ou produtos falsificados. Segundo o órgão regulador, itens que possuem devida regularização também podem causar danos severos à saúde caso sejam consumidos em completo desacordo com as reais necessidades nutricionais do paciente ou sem seguir as instruções rígidas de uso. Por essa razão, a Anvisa reforça a importância fundamental de consultar detalhadamente as indicações do fabricante, respeitando sempre as dosagens máximas, advertências e restrições descritas de forma clara no rótulo e na embalagem de cada produto.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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