Festival Nossa Arte reúne 1,2 mil artistas das Apaes em Criciúma para etapa estadual Evento gratuito na AM Master Hall combina competições, exposições e feira de produtos criados por alunos, com foco na autonomia e inclusão social. Criciúma se transformou no epicentro da cultura e da inclusão social em Santa Catarina ao receber a 13ª edição estadual do Festival Nossa Arte, evento promovido pelas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) que reúne cerca de 1,2 mil artistas na AM Master Hall. Com programação gratuita aberta ao público até amanhã, o evento combina disputas artísticas, exposições visuais e uma feira de produtos criados inteiramente pelos próprios alunos, destacando o talento e a diversidade presentes no movimento apaeano catarinense. O festival faz parte do calendário estatutário da Apae Brasil e é estruturado em três etapas distintas, divididas nos âmbitos regional, estadual e nacional. Em Criciúma, os participantes competem em diversas categorias, como dança, teatro, música, artes visuais, artes literárias e cartaz. Segundo o coordenador estadual de Arte e Cultura da Federação das Apaes de Santa Catarina (Feapaes-SC), Deridiel Anastácio, a competição cumpre um papel classificatório fundamental para o próximo ano. Os primeiros colocados de cada categoria vão representar o Estado na etapa nacional, programada para acontecer em outubro do ano que vem, no município de Joinville. A estrutura do evento foi pensada para abranger todas as faixas etárias atendidas pela rede. Podem participar pessoas a partir dos seis anos de idade, sem limite máximo. Para atender à parcela mais longeva dos alunos, a organização criou uma categoria específica. Para o público acima de 40 anos, considerado em processo de envelhecimento entre pessoas com deficiência, existe a modalidade 40 mais, conforme salienta o coordenador. Ele destaca ainda que o regulamento é único e não faz divisões por tipo de deficiência, sendo as apresentações avaliadas por cinco jurados especializados em cada respectiva área artística. Apesar do suporte técnico oferecido por professores e profissionais das Apaes durante a fase de preparação, que envolve a criação de obras, ensaios e a estruturação de coreografias, a regra de ouro do festival garante o protagonismo absoluto dos alunos. Quando eles vêm para o festival, é cem por cento eles no palco, afirma Anastácio. A diretriz tem um propósito pedagógico e social claro, sendo a competição voltada para realmente trazer autonomia e protagonismo para eles, destaca o coordenador sobre a importância da independência dos artistas durante as exibições. Como inovação desta edição, o festival abriu espaço para a participação direta das famílias, criando uma modalidade que integra pais, mães e cuidadores. Agora, familiares podem subir ao palco junto com o filho ou o irmão para uma apresentação artística conjunta. De acordo com a organização, a novidade gerou uma integração profunda, com um resultado muito significativo dentro do movimento apaeano, fortalecendo os laços familiares e comunitários em torno da arte e da inclusão.
Fonte: TNSul







