Incêndios no Pará: Santarém registra ar ‘muito insalubre’ e supera poluição de capitais Com 922 focos ativos, o estado paraense lidera o ranking de queimadas no país, enquanto o governo federal intensifica o uso de aeronaves e reforça a ajuda humanitária na Região Norte. A qualidade do ar na cidade de Santarém, localizada no oeste do Pará, atingiu níveis alarmantes nesta semana e chegou a superar os índices de poluição atmosférica registrados em capitais da Região Norte, impulsionada pelo avanço dos incêndios florestais na Amazônia. Enquanto a fumaça encobre a região, o Pará assumiu a liderança nacional em ocorrências de fogo, contabilizando 922 focos ativos de acordo com os dados mais recentes da plataforma Queimadas, monitorada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O cenário crítico tem provocado sérios impactos na saúde pública e mobilizado uma resposta em larga escala do governo federal. Na manhã desta segunda-feira, a estação de monitoramento em Santarém apontou um índice de qualidade do ar de 260, patamar classificado como “muito insalubre”. A concentração de material particulado fino — um tipo de poluição altamente prejudicial à saúde e capaz de ser inalado profundamente — chegou a 185 microgramas por metro cúbico ao longo de um dia. Para efeito de comparação, o limite máximo recomendado pela legislação brasileira é de uma média diária de 32 microgramas por metro cúbico. Os dados da plataforma global de monitoramento IQAir mostram que a situação no município paraense superou a de Manaus, onde o índice de poluição na mesma manhã se manteve em 153, considerado insalubre. O estado vizinho, o Amazonas, também enfrenta uma crise severa decorrente das chamas, registrando atualmente 90 focos ativos, após ultrapassar a marca de mil pontos de fogo ao longo deste mês. Diante do agravamento da crise ambiental e sanitária nos estados da Região Norte, o Ministério da Defesa anunciou o reforço da força-tarefa voltada ao enfrentamento dos incêndios florestais. Segundo informações divulgadas pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, foi instalado um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus para coordenar as operações. Além disso, mais cinco aeronaves foram adaptadas para o combate direto ao fogo, elevando para 16 o total de aviões empregados nas ações aéreas na região amazônica. O suporte à população afetada pela fumaça tóxica também ganhou novos reforços logísticos e financeiros. Está prevista para esta terça-feira a implantação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde, com o objetivo de ampliar o atendimento médico e a assistência aos moradores das áreas mais castigadas pela poluição atmosférica. Em paralelo às ações de saúde e combate às chamas, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional destinou um repasse de R$ 14 milhões ao Governo do Amazonas. Os recursos são voltados especificamente para custear ações de resposta e mitigação relacionadas à situação de emergência decretada no estado devido à seca e aos incêndios florestais.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







