Dólar sobe 1,15% e fecha a R$ 5,09 com investidores atentos a pesquisas eleitorais e cenário fiscal Moeda americana contraria o movimento internacional e atinge maior patamar de encerramento desde o início de outubro, enquanto o Ibovespa recua pressionado por cautela com medidas governamentais. O dólar comercial registrou forte alta de 1,15% nesta quinta-feira (15), encerrando o dia cotado a R$ 5,087 em uma sessão marcada pela cautela dos investidores nos mercados financeiros brasileiros. O movimento de valorização da moeda americana foi impulsionado pela atenção redobrada do mercado em torno do cenário eleitoral e de possíveis novas medidas econômicas do governo federal, contrariando o comportamento verificado no cenário internacional, onde a divisa dos Estados Unidos perdeu força perante outras moedas globais. Ao longo do pregão, a moeda estadunidense ganhou tração e renovou suas máximas na reta final das negociações, alcançando o pico de R$ 5,098. Com o avanço expressivo, o dólar atingiu o seu maior valor de encerramento desde o dia 2 de outubro, quando a cotação havia fechado em R$ 5,216. Apesar da sequência de três altas consecutivas registradas recentemente, a moeda ainda acumula perdas de 1,70% no mês de outubro e de 7,33% no acumulado do ano. O comportamento interno do mercado cambial descolou-se da tendência externa. Por volta das 17h, o índice DXY — indicador que mede o desempenho do dólar ante uma cesta composta por seis divisas fortes — apresentava recuo de 0,53%, cotado aos 102,015 pontos. No Brasil, no entanto, o foco dos agentes financeiros esteve voltado à divulgação de uma nova pesquisa de intenção de voto e à repercussão de debates sobre medidas com potencial impacto fiscal nos próximos anos. Entre os temas monitorados de perto pelo mercado esteve a notícia de que o governo avalia a proposta de emenda à Constituição para instituir a tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados. As discussões em torno de iniciativas com custos fiscais geraram reações de cautela entre os investidores, influenciando diretamente tanto o câmbio quanto a Bolsa de valores brasileira. O Ibovespa acompanhou o pessimismo externo e doméstico, passando boa parte da tarde oscilando na faixa dos 205 mil pontos antes de intensificar as perdas na última hora de negociação. O principal índice da B3 chegou a se aproximar da mínima do dia, ao tocar 203.110,43 pontos, e encerrou a sessão em baixa de 1,06%, aos 204.324,26 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 27 bilhões. Apesar do recuo diário, o desempenho do mercado acionário brasileiro segue positivo em horizontes mais amplos. O Ibovespa acumula alta de 9,65% no mês de outubro e expressivos 26,81% de valorização no acumulado de 2026. Na variação semanal, contudo, o índice registra queda de 2,27%, refletindo a volatilidade recente provocada pelas incertezas políticas e econômicas. Enquanto isso, os preços do petróleo fecharam a sessão sem uma direção única, pressionados por ajustes de posições após a alta observada na véspera. O mercado internacional de commodities seguiu monitorando as tensões geopolíticas no Oriente Médio e o conflito entre Rússia e Ucrânia, além de sinais de expansão na oferta global da matéria-prima. O petróleo tipo Brent, que serve como referência para as negociações internacionais, caiu 0,13% e encerrou o dia negociado a US$ 105,92 por barril. Em contrapartida, o contrato do WTI para novembro, com entrega nos Estados Unidos, registrou alta de 3,03%, fechando a US$ 97,97 por barril. A dinâmica da oferta global também esteve no centro das atenções dos traders de energia. Os estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos apresentaram uma queda de 8,557 milhões de barris, volume que superou as previsões iniciais dos analistas. Além disso, a Agência Internacional de Energia firmou acordo para acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris de reservas estratégicas, medida que havia sido anunciada pelo G7 no início do mês de outubro.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







