–:–:–
Conecte-se conosco

Em editorial, veículos independentes de imprensa defendem democracia

3 visualizações
Em editorial, veículos independentes de imprensa defendem democracia

Imprensa independente publica editorial em defesa da democracia e alerta contra autoritarismo Manifesto assinado por 55 veículos de comunicação critica propostas do candidato Flávio Bolsonaro, aponta riscos ao ecossistema informativo e relembra histórico de ataques a jornalistas entre 2019 e 2022. Um bloco formado por 55 veículos de jornalismo independente publicou nesta quarta-feira (14) um editorial conjunto em defesa da democracia, da liberdade de imprensa e em firme oposição ao autoritarismo. O documento unificado alerta para as ameaças crescentes ao Estado democrático de direito no Brasil e enfatiza o papel crucial da informação na fiscalização do poder público e na garantia de direitos fundamentais da população. O editorial destaca que o direito à informação depende diretamente de um ambiente íntegro, onde dados confiáveis, verificáveis e plurais possam circular sem amarras. Os veículos pontuam que a atividade jornalística é indispensável para investigar casos de corrupção, desvios de conduta, abusos de poder e violações de direitos humanos, oferecendo à sociedade ferramentas concretas para compreender a realidade e cobrar responsabilidades das autoridades. No centro das críticas do manifesto estão as propostas e a trajetória política do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O texto resgata o período do mandato de Jair Bolsonaro, pai do candidato, afirmando que o jornalismo conviveu com o que classificam como o “horror da repressão”, marcado por intimidações e agressões verbais sistemáticas desferidas pelo então presidente contra os profissionais da comunicação. Para fundamentar as críticas, o editorial traz dados de entidades representativas do setor. Entre 2019 e 2022, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) contabilizou 1.442 casos de violência contra jornalistas e episódios de hostilidade à imprensa, uma média anual três vezes superior à registrada no intervalo entre 2010 e 2018. No mesmo sentido, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou, apenas no ano de 2022, 557 alertas de violações à liberdade de imprensa, sendo que 41,6% dessas ocorrências envolveram diretamente pelo menos um integrante da família Bolsonaro. As organizações independentes sustentam que o atual candidato tende a perpetuar os ataques às instituições e à liberdade de imprensa. Segundo o editorial, Flávio Bolsonaro coloca como prioridade a anulação do julgamento e a soltura de seu pai, condenado por tentativa de abolição do Estado democrático de direito, além de sinalizar o desejo de promover alterações estruturais na Constituição caso seja eleito nas urnas. Os veículos argumentam que a postura do candidato, ainda que menos verborrágica ou agressiva na superfície do que a de seu pai, carrega a mesma gravidade institucional. O texto sublinha que não é admissível ignorar a trajetória de um grupo político que questionou seguidamente a lisura das eleições, confrontou os órgãos de fiscalização do Estado e agora planeja reformular algumas dessas mesmas instituições de controle. Conforme o documento, qualquer restrição ao trabalho da imprensa compromete diretamente o acesso dos cidadãos a fatos de interesse público e enfraquece a capacidade coletiva de fiscalizar governantes e exigir a responsabilização de quem transgride a lei. O editorial reforça que a sociedade precisa de uma imprensa livre para auditar o poder, assim como a imprensa depende de instituições sólidas que assegurem direitos, protejam jornalistas contra pressões e punam os responsáveis por obstruir a atividade noticiosa. Procurada pela Agência Brasil para comentar o teor do editorial, a assessoria da campanha de Flávio Bolsonaro não havia retornado aos contatos até o fechamento desta reportagem, mantendo-se o espaço aberto para manifestações futuras. Em agenda de campanha realizada no Rio de Janeiro no início deste mês, Flávio Bolsonaro declarou que pretende assegurar a liberdade de imprensa caso vença o pleito, argumentando que tanto os cidadãos quanto os profissionais da mídia mantêm o direito inalienável de criticar gestões governamentais. Paralelamente, a equipe jurídica do candidato acionou recentemente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o objetivo de suspender 221 publicações veiculadas por perfis de políticos, sindicatos, artistas e veículos de comunicação nas redes sociais. A campanha alega que as contas estariam propagando desinformação direcionada contra a candidatura, sustentando que a medida judicial pleiteada não configura qualquer tipo de censura.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

Mais em Ultimas Notícias

Ver tudo →

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.