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MAB prorroga exposição de Miró em São Paulo

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MAB prorroga exposição de Miró em São Paulo

Exposição de Joan Miró no MAB FAAP em São Paulo é prorrogada até dezembro Mostra reúne mais de 100 obras, incluindo peças inéditas no país, destacando a evolução estética e a postura humanitária do mestre surrealista catalão O público da capital paulista terá mais tempo para mergulhar no universo visual de um dos maiores nomes da arte moderna. A mostra “Miró: Mestre das Formas”, em cartaz no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB FAAP), no bairro de Higienópolis, teve seu período de visitação estendido e permanecerá aberta até o dia 13 de dezembro. A iniciativa reúne um acervo expressivo com mais de 100 criações do pintor catalão Joan Miró, considerado um dos artistas plásticos mais influentes do século 20. O conjunto em exibição contempla gravuras, litografias, esculturas, produções cinematográficas, fotografias e tapeçarias, com diversas peças apresentadas de forma inédita ao público brasileiro. A trajetória artística de Miró começou cedo, ainda na adolescência. Aos 14 anos, o jovem matriculou-se em uma escola de belas artes, passando a conviver diariamente com as técnicas tradicionais e com outros criadores consolidados. Entre suas referências iniciais esteve o mestre barcelonês Francesc d’Assís Galí i Fabra, célebre por pintar o teto do Palau Nacional, edifício que abriga o Museu Nacional d’Art de Catalunya (MNAC). Ao longo de seus 90 anos de vida, o catalão construiu uma carreira marcada por constante renovação formal. Inicialmente influenciado pelo fauvismo — movimento de vanguarda modernista surgido na França no início do século passado —, Miró submeteu seu trabalho a intensas investigações plásticas e experimentou a diversidade de suportes e materiais, sem jamais abandonar sua identidade autoral ou seu compromisso sociopolítico. A vivência do exílio forçado durante a Guerra Civil Espanhola deixou marcas profundas em sua produção. O artista canalizou os sentimentos gerados pelo conflito por meio de sua linguagem abstrata e biomórfica, inspirada nas formas orgânicas da natureza, mantendo a força expressiva e a crítica política evidentes em cada traço. No ambiente expositivo, os visitantes podem acompanhar a evolução de sua linguagem desde o contato com o escritor André Breton, fundador do surrealismo, até a consolidação de seu estilo singular. As obras propõem um percurso visual em camadas que resgata memórias de sua terra natal, além de elementos conscientes e inconscientes de sua própria trajetória pessoal. A sensibilidade social de Miró também se manifestava além das telas. Há cerca de uma década, quando peças da família foram leiloadas em prol da Cruz Vermelha, seu neto, Joan Punyet Miró, reforçou a dedicação histórica do artista às causas humanitárias e aos direitos dos desamparados. Na ocasião da doação, Punyet destacou que o avô sempre procurou apoiar os mais desfavorecidos, os refugiados e os exilados, observando que o pintor estaria plenamente consciente de que tragédias contemporâneas, a exemplo do conflito na Síria, guardavam paralelos com o drama vivido pela própria Espanha no passado.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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