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A tarifa de 55% da China na carne brasileira: o que esse número revela sobre o parceiro mais importante do Brasil

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A tarifa de 55% da China na carne brasileira: o que esse número revela sobre o parceiro mais importante do Brasil

Tarifa de 55% da China sobre carne brasileira expõe gargalo nas exportações e alerta o setor Com o esgotamento da cota de importação e novas barreiras sanitárias na Europa, o agronegócio nacional enfrenta um cenário de sobretaxação no principal mercado comprador do país. O agronegócio brasileiro enfrenta um momento de forte pressão internacional após o esgotamento da cota de 1,1 milhão de toneladas de carne destinada à China, principal parceiro comercial do país no setor. Com o volume limite atingido, as exportações brasileiras passaram a sofrer a incidência de uma tarifa adicional de 55%, somada à alíquota regular de 12%, elevando consideravelmente o custo de entrada do produto no mercado chinês e acendendo um alerta vermelho para os produtores e frigoríficos nacionais. A situação de sobretaxação decorre do modelo de regulação comercial adotado por Pequim, que estabelece limites anuais de importação com vantagens tarifárias para proteger a produção interna ou equilibrar a balança de abastecimento. Uma vez ultrapassado o patamar de 1,1 milhão de toneladas negociadas, as transações remanescentes perdem os benefícios fiscais previstos em acordos anteriores e entram em uma faixa de tributação muito mais onerosa, o que reduz a margem de lucro dos exportadores brasileiros e altera a competitividade do produto no mercado asiático. O impacto desse cenário econômico desfavorável é potencializado por um contexto internacional já restritivo para a proteína animal do Brasil. Em setembro, a União Europeia suspendeu a entrada da carne brasileira em seu território, fechando temporariamente as portas de um dos blocos econômicos mais exigentes do mundo em termos de normas sanitárias e ambientais. Com o mercado europeu inacessível e a China aplicando tarifas severas sobre o excedente exportado, o setor produtivo nacional vê sua capacidade de escoamento fortemente estrangulada. Especialistas em comércio exterior apontam que a combinação desses fatores revela a alta dependência do Brasil em relação ao mercado chinês, ao mesmo tempo em que expõe a vulnerabilidade do modelo exportador diante de cotas rígidas e barreiras protecionistas. A perda de competitividade gerada pela tarifa de 55% pode forçar uma retração nos volumes embarcados nos próximos meses, obrigando o setor a buscar alternativas em mercados emergentes ou a renegociar estratégias logísticas e comerciais para mitigar os prejuízos financeiros. Enquanto o governo e as entidades representativas do agronegócio avaliam os reflexos dessa guinada tributária, o mercado interno também monitora os desdobramentos. A retenção ou o redirecionamento de volumes que antes teriam como destino certo o mercado externo podem influenciar a dinâmica de preços e a oferta interna de carne no Brasil. A superação desse gargalo dependerá de novas negociações diplomáticas e comerciais com Pequim, além da resolução dos impasses sanitários que atualmente impedem o acesso aos consumidores europeus.

Fonte: Economia SC

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