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Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

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Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro impulsionada por petróleo e soja Com alta de 12,9% nas exportações, resultado mais que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado e consolida o segundo melhor desempenho da história para o mês. A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, montante que mais que dobrou em comparação com o resultado de US$ 3,14 bilhões alcançado em setembro do ano passado. O desempenho foi impulsionado pelo avanço das exportações, que somaram US$ 34,42 bilhões, segundo os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado do mês passado foi o segundo melhor da série histórica para o período de setembro, ficando atrás apenas do recorde registrado em 2023, quando o superávit atingiu US$ 9,18 bilhões. A forte movimentação nas transações também elevou a corrente de comércio, que é a soma de exportações e importações, para US$ 61,09 bilhões, representando um crescimento de 8% e configurando o maior valor já registrado para meses de setembro, além de ser o segundo maior patamar para qualquer mês, perdendo apenas para junho deste ano, quando alcançou US$ 61,99 bilhões. O avanço das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio. No primeiro setor, as exportações saltaram para US$ 9,44 bilhões, alta de 39,8% em relação a setembro do ano anterior, impulsionadas pelo petróleo bruto, que avançou 77,3%, e pelo minério de cobre, com crescimento de 74,2%. Na indústria de transformação, as vendas alcançaram US$ 17,67 bilhões, com destaque para os farelos de soja e os combustíveis. Já a agropecuária movimentou US$ 7 bilhões, sustentada pelas vendas de soja e café não torrado. No caso específico do petróleo, o aumento da produção aliado a uma alta de 24,7% nos preços médios — reflexo direto do agravamento da guerra no Oriente Médio — impulsionou consideravelmente os ganhos com as exportações. As importações brasileiras, por sua vez, tiveram um leve recuo de 2,4% em setembro, totalizando US$ 26,68 bilhões. A retração foi puxada principalmente pela queda nas compras de bens de capital e de bens intermediários, com destaque para a redução de quase 30% nos investimentos da indústria em máquinas, movimento que reflete a desaceleração da economia provocada pelo patamar elevado das taxas de juros. Em contrapartida, as importações de combustíveis avançaram 41,2%, pressionadas por um salto de 58,2% nos preços internacionais. No mapeamento por destinos, as exportações cresceram para a maioria dos principais mercados do Brasil. A Europa liderou a expansão com US$ 8,3 bilhões e alta de 51,9%, impulsionada pelo avanço das vendas de alimentos puxadas pelo acordo com o Mercosul. A América do Norte registrou US$ 5,2 bilhões, avanço de 30,6%, com destaque para as vendas aos Estados Unidos, que subiram 31,9% em setembro mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, embora acumulem queda de 6,5% no ano. Por outro lado, as vendas para a Ásia recuaram 2,5%, enquanto para a América do Sul mantiveram-se estáveis. No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial brasileira registra um superávit de US$ 62,4 bilhões, resultado de exportações de US$ 264,65 bilhões e importações de US$ 222,26 bilhões. Apesar do ritmo positivo das vendas externas ao longo do ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços revisou recentemente para baixo a projeção oficial para o fechamento de 2026, com a estimativa de superávit passando de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com a revisão para baixo, o saldo previsto será o segundo maior da série histórica iniciada em 1989, ficando atrás apenas do resultado histórico de 2023. As projeções oficiais do governo permanecem mais otimistas do que as expectativas consolidadas pelo mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central com base na consulta a instituições financeiras, os analistas projetam um superávit comercial acumulado de US$ 78,3 bilhões para o encerramento deste ano.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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