Ibovespa bate recorde e ultrapassa 200 mil pontos após primeiro turno; dólar despenca para R$ 5 Moeda norte-americana registra a menor cotação de fechamento desde maio, enquanto o principal índice da bolsa brasileira dispara impulsionado pela redução do prêmio de risco com a disputa presidencial definida entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O mercado financeiro brasileiro registrou uma sessão de forte otimismo nesta segunda-feira (5), reagindo com altas expressivas e recordes históricos ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar americano encerrou o pregão em forte queda, recuando para a casa dos R$ 5, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, disparou quase 8% e ultrapassou a marca inédita dos 200 mil pontos. O cenário foi motivado pela percepção de investidores nacionais e internacionais de redução do prêmio de risco do país, após a definição de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno do pleito no próximo dia 25 de outubro. O dólar à vista fechou o dia com baixa de 4,12%, cotado a R$ 5,0022 na venda. Essa foi a menor cotação de fechamento registrada desde o dia 21 de maio, quando a moeda norte-americana havia encerrado a sessão em R$ 5,0004. Durante o pregão, o câmbio atingiu uma mínima de R$ 4,95 por volta das 10h30. O movimento de baixa acentuada reverteu a cautela observada na última sexta-feira (2), quando a divisa havia avançado quase 1% e fechado a R$ 5,2175 diante da expectativa para o pleito. Com o desempenho desta segunda-feira, o dólar passou a acumular uma desvalorização de 8,87% no acumulado do ano. No mercado acionário, o Ibovespa viveu um dia histórico ao renovar máximas e saltar 7,85%, encerrando a sessão aos 207.190,44 pontos. Ao longo do dia, o indicador alcançou a marca intradiária de 209.605,70 pontos, o maior patamar já registrado em sua história, tendo a mínima do dia fixada em 192.137,63 pontos. O volume financeiro negociado somou expressivos R$ 97,58 bilhões antes dos ajustes finais. O avanço ampliou o fôlego visto na sexta-feira, quando o índice já havia subido 2,63%, impulsionado por investidores que anteciparam o resultado eleitoral. O otimismo com os ativos brasileiros ecoou fortemente no exterior. O principal fundo de ações do Brasil negociado em Nova York, o ETF EWZ, apresentava alta de 12,57% no fim da tarde, refletindo a intensa demanda estrangeira. No cenário internacional, o comportamento das commodities e de outras praças financeiras foi misto. Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda, com o barril do tipo Brent para dezembro recuando 1,89%, a US$ 100,32, enquanto o WTI para novembro caiu 1,84%, a US$ 89,43 por barril. As bolsas asiáticas abriram a semana em alta devido a expectativas de juros mais amenas nos Estados Unidos, enquanto Nova York operava em baixa na pré-abertura e a Europa exibia desempenhos mistos.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







