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Mulher aluga casa por uma noite, esvazia imóvel e vende móveis por R$ 3,8 mil no Balneário Rincão

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Mulher aluga casa por uma noite, esvazia imóvel e vende móveis por R$ 3,8 mil no Balneário Rincão

Falsa enfermeira aluga imóvel pelo Airbnb, esvazia casa e vende móveis por R$ 3,8 mil no litoral catarinense Ação criminosa ocorreu no Balneário Rincão e surpreendeu proprietário, que avalia prejuízo material em cerca de R$ 17 mil; itens foram recuperados com apoio policial. O litoral de Santa Catarina foi palco de um golpe inusitado e audacioso que mobilizou a Polícia Civil e deixou um proprietário de imóvel no prejuízo. Nesta semana, uma mulher é apontada como suspeita de utilizar a plataforma de hospedagem temporária Airbnb para alugar uma residência no Balneário Rincão por apenas uma noite. No entanto, em vez de utilizar o espaço para descanso, a hóspede aproveitou a curta estadia para promover um verdadeiro desmonte no imóvel, retirando praticamente todos os móveis e eletrodomésticos do local para comercializá-los em uma loja de produtos usados da região. Conforme as apurações conduzidas pelas autoridades policiais, a ação criminosa foi planejada e executada com frieza. Para realizar o transporte de toda a mobília sem levantar suspeitas entre os moradores vizinhos, a mulher contou com o auxílio logístico de um caminhão de mudanças. Durante a retirada dos itens de dentro da residência, ela adotou uma postura segura e tranquila, apresentando-se aos arredores como sendo uma profissional da área da enfermagem. A falsa enfermeira chegou a inventar para os vizinhos que havia acabado de comprar a casa, o que justificou a intensa movimentação de carregamento de móveis e evitou qualquer tipo de intervenção ou alerta precoce aos órgãos de segurança ou ao verdadeiro dono do patrimônio. O inventário dos itens levados da residência revela a dimensão do furto. Foram subtraídos do interior do imóvel uma série de eletrodomésticos e móveis essenciais, incluindo duas camas box, quatro mesas de cabeceira, um sofá confortável, três banquetas, um balcão completo para banheiro, um aparelho de televisão, além de uma máquina de lavar e secar roupas e uma geladeira. Enquanto o proprietário estima que todo o patrimônio retirado de dentro da residência alcance um valor de mercado aproximado em R$ 17 mil, a suspeita optou por se desfazer de toda a carga de forma rápida e por uma fração muito pequena do preço real. A investigação policial conseguiu avançar de maneira significativa graças a um rastro digital deixado pela própria suspeita durante a venda dos produtos. O pagamento pelos móveis, negociados com uma loja de usados local, foi realizado por meio de uma transação via Pix. O montante de R$ 3,8 mil pago pelo estabelecimento comercial foi depositado diretamente em uma conta bancária registrada em nome da própria mulher investigada, o que facilitou a sua identificação imediata pelos investigadores encarregados do caso. A localização dos bens materiais ocorreu após uma busca minuciosa realizada pelo dono do imóvel, que conseguiu rastrear o paradeiro dos móveis ao encontrar uma publicação comercial feita pela própria loja de usados nas redes sociais. Munido dessas informações cruciais, o proprietário buscou apoio imediato junto às forças policiais, o que possibilitou a recuperação de todos os objetos que haviam sido levados do Balneário Rincão. Com a constatação da procedência ilícita dos produtos, o comprador dos móveis na loja de usados acabou sendo autuado em flagrante por receptação culposa, crime configurado quando alguém adquire um produto que deveria saber ser fruto de atividade criminosa, devido às circunstâncias do negócio. Apesar dos avanços na identificação da autoria e na recuperação integral da mobília, a mulher apontada como a principal mentora e executora do golpe ainda não havia sido localizada pelas autoridades policiais até o fechamento desta reportagem. As diligências continuam em andamento para tentar encontrá-la e esclarecer todos os detalhes da empreitada criminosa. No âmbito corporativo e tecnológico, a plataforma Airbnb, utilizada para a efetivação da reserva inicial da casa, se manifestou sobre o episódio. A empresa de hospedagem informou oficialmente que a conta digital que havia sido empregada pela suspeita para realizar a locação de curta temporada foi devidamente suspensa, impedindo novos acessos ou tentativas de utilização do serviço pela mesma usuária. O caso agora segue sob a responsabilidade da Polícia Civil, que prossegue com as investigações para concluir o inquérito policial e responsabilizar formalmente os envolvidos nos crimes apurados no município catarinense.

Fonte: Sul in Foco

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