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Democratas conquistam Congresso em esmagadora rejeição a Trump

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Democratas conquistam Congresso em esmagadora rejeição a Trump

Democratas conquistam controle do Congresso dos EUA em dura derrota política para Trump Oposição vence no Senado e na Câmara após viradas históricas em redutos republicanos, impulsionada pelo custo de vida e pelo desgaste com a guerra no Irã Em uma contundente demonstração de descontentamento do eleitorado norte-americano, o Partido Democrata conquistou o controle da Câmara dos Deputados e do Senado dos Estados Unidos nesta terça-feira (3). A vitória expressiva, consolidada com a queda de redutos conservadores históricos, impõe um revés dramático ao presidente Donald Trump na metade de seu segundo mandato. Dezenas de milhões de cidadãos que haviam garantido a recondução do republicano à Casa Branca há apenas dois anos migraram de lado. A reviravolta nas urnas foi impulsionada pela frustração generalizada com a impopular guerra contra o Irã, pelo impacto contínuo do alto custo de vida e por um crescente desgaste em relação à postura de Trump à frente do Executivo. O avanço democrata quebrou tabus regionais consolidados há gerações. No Kansas, o partido elegeu um senador pela primeira vez desde o período da Grande Depressão, encerrando um jejum de quase cem anos. Já na Carolina do Sul, onde Trump havia vencido com ampla vantagem de cerca de 18 pontos em 2024, o candidato ao Senado escolhido a dedo pelo presidente acabou superado nas urnas. O maior impacto simbólico ocorreu no Texas, tradicionalmente a principal fortaleza do Partido Republicano. Os democratas encerraram um ciclo de derrotas que durava décadas ao conquistar uma cadeira no Senado e destituir o governador Greg Abbott, que exercia o terceiro mandato à frente do governo texano. Com a posse dos novos parlamentares em janeiro, a capital federal ingressará em uma nova fase de governo dividido. O resultado encerra um biênio de hegemonia republicana no Capitólio, período no qual o Congresso pouco agiu para frear ou fiscalizar as decisões do Poder Executivo. A nova maioria oposicionista planeja usar as comissões parlamentares para abrir investigações sobre a administração Trump, seus familiares e aliados próximos, além de exigir concessões substanciais na tramitação de propostas legislativas vitais. No Senado, o partido terá autoridade regimental para travar indicações federais e vetar nomes para a Suprema Corte caso surja alguma vacância. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, celebrou o desfecho das apurações como um marco histórico. Em pronunciamento, o congressista afirmou que o país vivencia uma reformulação geracional do mapa legislativo e pontuou que, diante do recado claro das urnas por renovação, cabe agora aos democratas cumprir os compromissos assumidos. Impedido pela Constituição norte-americana de concorrer a um terceiro mandato, Trump vê seu controle hegemônico de quase dez anos sobre a legenda republicana ser desafiado. A perda do Legislativo tende a acelerar sua condição de líder em fim de mandato, antecipando as disputas internas e o posicionamento de potenciais herdeiros políticos para a corrida eleitoral de 2028. Diferente do discurso adotado após o pleito presidencial de 2020, Donald Trump aceitou o resultado das urnas e parabenizou os democratas durante entrevista à emissora Fox News. O mandatário indicou disposição para negociar acordos bilaterais em pautas como a imigração, mas advertiu que usará o poder de veto presidencial contra matérias que classificar como desarrazoadas.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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