Crise na saúde em Palhoça: UPA Bela Vista tem paralisação por salários atrasados e impasse com prefeitura Trabalhadores cobram pagamentos acumulados desde setembro, enquanto administração municipal exige comprovação de repasses da antiga organização social e sindicato aponta falhas na terceirização Cerca de 200 trabalhadores da saúde realizam uma paralisação na UPA Bela Vista, localizada em Palhoça, na Grande Florianópolis, para cobrar o pagamento de salários em atraso que se acumulam desde o mês de setembro. O ato mobiliza profissionais que prestam serviços na unidade de atendimento de urgência e emergência, gerando um impasse operacional na região metropolitana catarinense, embora a prefeitura municipal negue a ocorrência oficial de greve. A manifestação expõe uma tensão recorrente envolvendo a gestão de equipamentos públicos de saúde por meio de terceirização. De acordo com o sindicato representativo da categoria, a paralisação é uma resposta direta à falta de regularização dos vencimentos dos funcionários, que afirmam estar sem receber valores fundamentais para a subsistência há meses, comprometendo tanto o bem-estar dos profissionais quanto a estabilidade dos serviços prestados à população local. Por outro lado, a Prefeitura de Palhoça adota uma postura de cautela e impõe condições para a liberação de novos recursos financeiros. A administração municipal argumenta que o saldo remanescente do repasse público só será repassado após a apresentação de comprovantes fiscais e trabalhistas por parte da antiga Organização Social que geria a unidade anteriormente, blindando os cofres públicos contra eventuais irregularidades na prestação de contas. Enquanto o Poder Executivo municipal condiciona a injeção de verbas à burocracia de comprovação de contas da gestão passada, o sindicato que representa os trabalhadores critica severamente o modelo de terceirização adotado na saúde pública. Para a entidade sindical, o formato atual penaliza diretamente a ponta mais fraca da cadeia produtiva, deixando profissionais desamparados financeiramente enquanto gestores públicos e empresas terceirizadas transferem responsabilidades sobre a crise instalada na UPA Bela Vista.
Fonte: Saúde SC







