Ataque cibernético eleva temperatura de freezers em supermercados na Europa e estraga toneladas de alimentos Ação criminosa atingiu cerca de 700 lojas em países como Bélgica e Suécia, forçando o descarte massivo de produtos e mobilizando autoridades de segurança internacional. Um ataque hacker sem precedentes mirou os sistemas de refrigeração de redes de supermercados na Europa, elevando a temperatura de freezers a impressionantes 50°C e causando prejuízos estimados em centenas de estabelecimentos. A ação criminosa afetou diretamente cerca de 700 lojas espalhadas por países como Bélgica e Suécia, onde toneladas de alimentos perecíveis precisaram ser descartadas às pressas devido à quebra na cadeia do frio. A invasão digital comprometeu os softwares de controle automatizado que gerenciam os refrigeradores e câmaras frias das grandes redes varejistas. Com a alteração remota nos parâmetros térmicos, os equipamentos pararam de resfriar e passaram a aquecer, atingindo marcas extremas que inviabilizaram o consumo de carnes, laticínios, congelados e outros produtos estocados. Diante da gravidade da situação, autoridades policiais e órgãos de cibersegurança de diferentes nações europeias já iniciaram investigações conjuntas para rastrear a origem do ataque e identificar os responsáveis. Até o momento, equipes de perícia digital tentam determinar se a invasão teve motivações financeiras, como tentativas de extorsão por meio de ataques de ransomware, ou se o objetivo principal era o sabotage de cadeias de suprimentos essenciais. O incidente acendeu um alerta vermelho no setor varejista internacional sobre a vulnerabilidade de infraestruturas críticas conectadas à internet, conhecidas como sistemas de Internet das Coisas industrial. Especialistas em segurança da informação apontam que a digitalização acelerada dos processos logísticos e de climatização tem deixado portas abertas para ataques sofisticados, capazes de paralisar operações físicas inteiras diretamente de computadores localizados em qualquer parte do mundo. Enquanto as investigações avançam, as redes afetadas trabalham na reconfiguração urgente de seus servidores e na substituição de componentes de segurança digital para evitar novas brechas. O prejuízo financeiro com o descarte de mercadorias e a interrupção parcial dos serviços ainda está sendo contabilizado pelas empresas, que reforçam a cooperação com as agências governamentais para levar os autores do ataque à justiça.
Fonte: Economia SC







