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MEC encaminha à PF denúncias de violência política

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MEC encaminha à PF denúncias de violência política

Ministério da Educação aciona Polícia Federal e AGU para investigar violência política em universidades Ação do governo federal reúne denúncias de ameaças, uso de símbolos nazistas e atos de intimidação contra estudantes e docentes em instituições federais de ensino. O Ministério da Educação (MEC) intensificou o cerco contra a violência política e está reunindo denúncias de episódios de hostilidade registrados em universidades e institutos federais durante e após o período das eleições gerais de 2026. Todas as informações que chegam por meio da ouvidoria da pasta, assim como os relatos enviados diretamente pelas instituições de ensino, estão sendo consolidadas para serem encaminhadas formalmente à Polícia Federal (PF) e à Advocacia-Geral da União (AGU). A iniciativa do governo federal foi motivada por uma onda de ameaças direcionadas a universidades federais, estudantes e professores que começaram a circular nas redes sociais ainda antes do primeiro turno das eleições, realizado no dia 4 de outubro. Diante do cenário de risco, a pasta solicitou investigações imediatas e acionou a AGU para que adote as medidas jurídicas cabíveis na esfera de sua competência. Em nota oficial distribuída à imprensa, o MEC justificou a urgência das providências citando a gravidade das ocorrências. A pasta destacou a existência de ameaças de violência explícita, riscos de destruição patrimonial e episódios alarmantes que envolveram a utilização de símbolos nazistas contra a comunidade acadêmica das universidades federais. Como os processos de investigação conduzidos pelas autoridades policiais ainda estão em andamento, o ministério informou que novas denúncias que continuarem chegando à pasta serão anexadas ao processo principal. A medida busca garantir que todos os casos de intimidação sejam devidamente apurados e responsabilizados na forma da lei. A mobilização do governo em torno da segurança nas instituições de ensino também dialoga com episódios recentes de violência e vandalismo. Casos como o incêndio registrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) mobilizaram órgãos jurídicos e de segurança pública, resultando na criação de uma força-tarefa pela AGU e na abertura de investigações específicas pela Polícia Federal para apurar as causas e eventuais motivações criminosas e políticas por trás dos ataques. Ao se posicionar sobre o cenário de tensão no ambiente estudantil, o MEC reforçou que as instituições de ensino superior e técnico devem ser, por essência, espaços plurais, fundamentados na tolerância, no diálogo e no respeito estrito à diversidade de ideias e opiniões. No mesmo informativo, representantes do ministério repudiaram veementemente qualquer tipo de ameaça, ofensa, agressão ou discriminação dentro do ambiente acadêmico, independentemente da motivação política ou ideológica dos agressores. A pasta pontuou ainda que a Constituição Federal assegura de forma inequívoca o direito à liberdade de expressão e de pensamento, tratando esses princípios como pilares fundamentais e inegociáveis para a consolidação e a manutenção da democracia brasileira.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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