Enem 2026: rotina de sono, alimentação e foco mental definem a reta final para 5 milhões de candidatos A cinco dias da maratona de provas, especialistas alertam que cuidar da saúde física e emocional é tão determinante quanto a revisão de conteúdos para garantir um bom desempenho no exame. A exatamente cinco dias do início do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026, os mais de 5 milhões de inscritos em todo o país entram na fase mais delicada da preparação. Além da revisão dos conteúdos acumulados ao longo do ano, especialistas em educação e saúde alertam que o sucesso na avaliação depende diretamente de cuidados rigorosos com o corpo e com a mente, transformando a rotina dos dias que antecedem o exame em um fator estratégico para evitar o esgotamento. A comparação feita por educadores é direta: o Enem funciona como uma verdadeira maratona de cinco horas de duração, exigindo resistência física e mental. Segundo a gerente pedagógica da Escola da Inteligência, Rafaela Perim, em entrevista ao programa Nacional Jovem, da Rádio Nacional da Amazônia, a ilusão de que apenas o intelecto é testado pode comprometer o resultado final do estudante. Para a especialista, o cérebro faz parte do corpo humano e, caso o candidato chegue ao dia da prova cansado, mal alimentado e privado de sono, o potencial cognitivo não será entregue em sua totalidade. Por isso, manter o equilíbrio e preservar a saúde física tornou-se a recomendação central para esta reta final, que também é marcada pela liberação dos locais de provas e pela alta expectativa em relação à concorrência. Entre os pilares fundamentais para o desempenho na avaliação, o sono ocupa posição de destaque. A coordenadora pedagógica Alessandra Noceti de Lima Camara aponta que a exaustão acumulada e a ansiedade típica da semana da prova elevam consideravelmente o risco do chamado branco mental na hora de responder às questões. Alessandra ressalta que o exame exige níveis profundos de atenção e concentração, elementos incompatíveis com a privação de descanso. Além disso, é justamente durante o sono que o cérebro processa e fixa o conteúdo estudado ao longo dos meses anteriores, tornando as noites mal dormidas duplamente prejudiciais. Especialistas também alertam para o hábito nocivo de utilizar o celular momentos antes de adormecer, prática que estimula excessivamente a atividade cerebral e compromete a qualidade do descanso necessário. No aspecto nutricional, o planejamento da alimentação e da hidratação nos dias que antecedem a prova e durante o exame influencia diretamente na disposição do candidato. A orientação dos especialistas é clara: jamais realizar a prova em jejum, pois a falta de nutrientes essenciais prejudica o raciocínio lógico e a capacidade de concentração. A recomendação é fazer uma refeição equilibrada antes de sair de casa, priorizando alimentos já conhecidos pelo organismo para evitar surpresas desagradáveis ou mal-estar gástrico. Para o momento da avaliação, a sugestão é montar um kit de lanches práticos e leves, contendo opções que ajudem a repor a energia de forma gradual, a exemplo de frutas, barras de cereal e chocolate. Contudo, o consumo deve ser moderado, já que excessos podem provocar desconforto intestinal e sonolência repentina. A hidratação constante ao longo das cinco horas de prova completa os cuidados essenciais com o bem-estar físico. A preparação para o Enem também passa pela gestão da ansiedade por meio de atividades físicas leves e manutenção da vida social. A coordenadora pedagógica Alessandra Noceti reforça que, mesmo para os estudantes que mantêm uma rotina sedentária, uma simples caminhada ou exercícios específicos de alongamento voltados para a coluna lombar, pescoço, costas, braços e ombros ajudam a relaxar a parte superior do corpo, aliviando as tensões acumuladas pelos longos períodos sentados. Da mesma forma, o isolamento total não é recomendado. Momentos de lazer, interações com familiares e conversas com amigos são considerados fundamentais para blindar a saúde emocional do candidato contra a pressão excessiva da véspera. No tocante aos estudos propriamente ditos, a orientação das equipes pedagógicas é pela moderação. Alessandra recomenda que os candidatos evitem sobrecarregar a rotina com horas excessivas de leitura nesta reta final. A estratégia mais inteligente é dedicar o tempo restante àquilo em que o aluno já possui maior afinidade ou facilidade, uma vez que o conteúdo não assimilado até agora dificilmente será aprendido na última semana, não havendo tempo hábil para revisões profundas. Com o local de provas já divulgado pelo Inep e os preparativos finais em curso, o equilíbrio entre descanso e foco consolida-se como a principal ferramenta para os milhões de brasileiros que buscam uma vaga no ensino superior.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







