Estudiantes elimina o Flamengo nos pênaltis e decide a Libertadores contra o Palmeiras após 58 anos Em noite de frustração no Maracanã, equipe argentina segura empate no tempo normal, brilha com veterano Muslera nas penalidades e marca reencontro histórico com o Verdão pelo tetra da América. A final da Copa Libertadores da América de 2026 terá um sabor profundo de revanche histórica. Na noite desta quinta-feira (22), o Estudiantes de La Plata eliminou o Flamengo nas semifinais, disputadas no Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, e garantiu vaga na decisão continental contra o Palmeiras. A partida que definirá o campeão da América ocorrerá no próximo dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, reeditando a primeira decisão internacional da história do clube paulista, ocorrida há exatos 58 anos, em 1968, quando os argentinos levaram a melhor. A classificação dos argentinos foi dramática e construída com solidez defensiva e eficiência nas penalidades. Após empatar sem gols no jogo de ida, realizado no Estádio Jorge Luís Hirschi, em La Plata, o Estudiantes segurou o 0 a 0 no Rio de Janeiro diante de aproximadamente 70 mil torcedores rubro-negros. O cenário no Maracanã parecia favorável ao time brasileiro, especialmente após a expulsão de um jogador adversário, deixando o Flamengo com um homem a mais em campo durante quase todo o segundo tempo. No entanto, a equipe carioca falhou em converter a superioridade numérica em gols e desperdiçou a chance de alcançar sua sexta final de Libertadores, sendo a quarta em um intervalo de oito anos. A decisão da vaga foi para a disputa por pênaltis, onde brilhou a estrela do experiente goleiro uruguaio Fernando Muslera, nome marcado por passagens em Copas do Mundo. O arqueiro do Estudiantes defendeu as cobranças do volante Jorginho, batedor oficial do time carioca, do meia Lucas Paquetá — contratação mais cara da história rubro-negra, avaliada em R$ 315 milhões —, e do atacante Bruno Henrique. Com o revés por 3 a 2 nas penalidades, o clube brasileiro acumulou uma desclassificação amarga em casa, frustrando as expectativas de uma inédita terceira final consecutiva entre Flamengo e Palmeiras no torneio. Do outro lado da chave, o Palmeiras garantiu sua vaga na oitava decisão de Libertadores de sua história na última quarta-feira (21). O Verdão eliminou o Fluminense após uma eliminatória tensa que também foi decidida nos pênaltis, vencida por 5 a 3 pelos paulistas após uma derrota por 1 a 0 no tempo normal, com gol do volante Hércules no Nubank Parque, resultado que igualou o agregado da vitória alviverde por 2 a 1 na semana anterior, no Maracanã. O herói da classificação alviverde foi o goleiro Carlos Miguel, que defendeu a cobrança do meia Nonato e assegurou a sobrevivência do time na competição. O palco da grande final, o Estádio Centenário em Montevidéu, traz lembranças recentes e vitoriosas para o Palmeiras. Foi no mesmo gramado uruguaio que o Verdão conquistou o bicampeonato continental em 2021, ao superar o próprio Flamengo por 2 a 1 em partida decidida na prorrogação, marcada por uma falha do volante Andreas Pereira — hoje atleta do clube paulista — que resultou no gol do título marcado pelo atacante Deyverson. Agora, o adversário será o Estudiantes, justamente o carrasco que impediu o primeiro título do Palmeiras em 1968 no mesmo palco uruguaio. A classificação do Estudiantes também mantém a forte hegemonia recente do futebol brasileiro na principal competição do continente. O Brasil tem marcado presença de forma ininterrupta nas finais da Libertadores desde 2019. Contudo, a decisão de 2026 será apenas a terceira em oito edições a não contar com duas equipes brasileiras na finalíssima, quebrando a sequência de finais 100% nacionais que marcou os últimos anos, como a vitória do Flamengo sobre o River Plate em 2019 e o triunfo do Fluminense sobre o Boca Juniors em 2023. Além do peso histórico e da busca pelo tetracampeonato por parte do Palmeiras, a final de Montevidéu terá um impacto direto no topo do ranking histórico de conquistas da Libertadores. Atualmente, Brasil e Argentina empatam na liderança isolada com 25 títulos cada um. Como a decisão opõe um clube brasileiro e um argentino, o vencedor isolará seu país no topo do continente. Historicamente, o futebol brasileiro nunca havia ocupado essa liderança de forma isolada até o ano de 2025, quando o país retomou o topo compartilhado após seis décadas de alternância de hegemonia com uruguaios e argentinos, cenário que será definitivamente desempatado no próximo dia 28 de novembro.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







