Em ato na Paulista, Flávio Bolsonaro promete faixa entregue pelo pai e quatro vagas conservadoras no STF A uma semana do segundo turno contra o presidente Lula, candidato do PL reuniu apoiadores no centro de São Paulo, sinalizou anistia a Jair Bolsonaro e projetou embate em debate televisivo. A exatamente uma semana da votação decisiva do segundo turno para a Presidência da República, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) liderou um ato com apoiadores na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, neste domingo (18). Em discurso inflamado, o postulante ao Palácio do Planalto direcionou suas mensagens ao eleitorado conservador e projetou os passos que pretende adotar caso vença a disputa nas urnas. O principal momento da fala concentrou-se na situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre atualmente prisão domiciliar em sua residência oficial em Brasília. Flávio assegurou que o pai estará presente na cerimônia em Brasília para lhe transferir o cargo, em uma declaração interpretada nos bastidores como um claro sinal de articulação para uma anistia política. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou Flávio à multidão concentrada na avenida paulistana. Além das referências diretas à situação do pai, o senador detalhou diretrizes para o Judiciário e afirmou que pretende indicar quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o candidato do PL, os perfis escolhidos serão expressamente contrários à legalização do aborto e à descriminalização das drogas no país. A manifestação também serviu de aquecimento para o confronto direto com o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio afirmou que confrontará o adversário petista no debate promovido pela TV Band, programado para as 20h do mesmo domingo. “Vou falar com o coração e para cada um de vocês da família brasileira. O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando”, discursou o candidato diante do público. O palanque contou com a presença de aliados expressivos do partido, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). No asfalto, manifestantes empunhavam cartazes com palavras de ordem e bandeiras verde-amarelas. Entre os elementos visuais da manifestação, chamou a atenção uma réplica inflável de um míssil com a frase em inglês “Trump nuke Brazil” (Trump, jogue uma bomba nuclear no Brasil), em alusão ao ex-presidente norte-americano Donald Trump. Entre os eleitores presentes, a mobilização de rua foi avaliada como um termômetro essencial para a reta final da campanha. A técnica de enfermagem Rainara Antunes de Oliveira, de 27 anos, argumentou que a ocupação do espaço público é estratégica para dar volume à candidatura e tentar reverter o cenário nas urnas, o qual ela atribui ao impacto de fake news. Apoiadora das diretrizes do candidato, Rainara destacou a segurança pública e as contas públicas como suas principais motivações de voto. A eleitora declarou que defende o endurecimento das leis penais para combater a criminalidade por meio do receio da prisão, além de aprovar a proposta econômica do candidato para equilibrar as receitas e zerar o déficit fiscal. A perspectiva de alternância de poder também mobilizou manifestantes veteranos, como o aposentado José Rafael Paschoal, de 84 anos. O eleitor afirmou estar saturado das gestões do Partido dos Trabalhadores e defendeu que o país tem capacidade para se consolidar entre as maiores potências mundiais, criticando discursos focados na pobreza e cobrando oportunidades concretas de crescimento e progresso voltadas às novas gerações.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







