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Lula afirma que PT entrará na Justiça contra suspensão de canal

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Lula afirma que PT entrará na Justiça contra suspensão de canal

Eleições 2026: Lula anuncia que PT vai ao TSE contra suspensão de canal de apoio Candidato à reeleição afirmou que a sigla buscará o equilíbrio na disputa eleitoral e criticou a atuação da Justiça Eleitoral após decisão de Nunes Marques que derrubou a ferramenta digital. O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11) que o Partido dos Trabalhadores vai acionar a Justiça para reverter a suspensão do canal “Exército do Lula”, determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A declaração foi dada à imprensa antes de um ato de campanha realizado na Avenida Paulista, na capital paulista, onde o petista classificou a medida como uma interferência indevida no processo eleitoral. Segundo Lula, a movimentação jurídica tem como objetivo restabelecer a paridade de armas na disputa. O presidenciável declarou que o partido não vai aceitar o que chamou de intromissão da Justiça Eleitoral nas eleições e questionou a imparcialidade de decisões recentes desfavoráveis à sua campanha. A suspensão do canal no WhatsApp foi determinada pelo TSE após atendimento a um pedido da campanha do candidato adversário Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na petição, a defesa do candidato do PL alegou que o espaço estaria sendo utilizado para a disseminação de desinformação, especificamente sobre o suposto cancelamento de benefícios e programas sociais em caso de vitória do opositor. Indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, Nunes Marques foi o alvo das críticas do petista quanto à condução das pautas eleitorais. Lula apontou que vem percebendo, ao longo dos últimos dias, uma série de decisões consideradas tendenciosas contra a sua candidatura à Presidência da República. O canal alvo da decisão judicial foi criado por iniciativa do deputado federal André Janones (Rede-MG), que integra a base de apoio da campanha de Lula. Em suas redes sociais, o parlamentar rebateu prontamente as acusações formalizadas pela coligação adversária e classificou a medida como um ato de censura. De acordo com Janones, a ferramenta digital não foi utilizada para a veiculação de notícias ou conteúdos informativos, mas sim exclusivamente para estratégias de mobilização e orientação de eleitores engajados no segundo turno da corrida presidencial. O deputado explicou que o grupo servia para agregar apoiadores, expandir o alcance das páginas e explicar o funcionamento do processo de mobilização política. A controvérsia em torno do canal digital adiciona um novo capítulo de tensão jurídica entre as principais campanhas presidenciais no TSE, com debates acalorados sobre os limites da propaganda na internet, o uso de plataformas de mensagens instantâneas e a atuação dos órgãos fiscalizadores na garantia da lisura do pleito. A cobertura jornalística contou com a colaboração de André Richter.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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