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Cantora Marília Mendonça ganha exposição sensorial no MIS

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Cantora Marília Mendonça ganha exposição sensorial no MIS

Marília Mendonça ganha exposição sensorial e imersiva no MIS em São Paulo Mostra inédita “Sentimento Louco” reúne objetos pessoais, reconstituição do quarto e trajetória da rainha da sofrência, que marcou a história da música brasileira e do protagonismo feminino no sertanejo. A trajetória de Marília Mendonça, eternizada como a rainha da sofrência e uma das maiores vozes da música sertaneja brasileira, passa a ser celebrada a partir desta sexta-feira (9) com uma grande exposição no Museu da Imagem e do Som (MIS), localizado na Avenida Europa, em São Paulo. A mostra batizada de “Marília Mendonça – Sentimento Louco” fica em cartaz na capital paulista até o dia 29 de novembro, oferecendo ao público uma imersão na vida e na memória da artista, morta em novembro de 2021 em um acidente aéreo. Esta é a primeira grande exposição dedicada integralmente à cantora e compositora goiana, que revolucionou o cenário musical ao introduzir o protagonismo das mulheres nas letras do gênero sertanejo. A curadoria da mostra buscou destacar o impacto cultural gerado pela artista, cujas composições partiam de observações reais da sociedade e de vivências cotidianas de pessoas próximas, transformando histórias de abandono e superação em hinos populares. Segundo a curadora da exposição, Isa Pessoa, a iniciativa preenche uma lacuna fundamental no reconhecimento artístico do país. Para ela, Marília Mendonça foi um verdadeiro fenômeno cultural que redefiniu não apenas a sonoridade, mas o papel feminino dentro de um mercado historicamente dominado por homens, tornando uma exposição sobre seu legado uma necessidade musical e social. A curadora lembra que muitas das composições de maior sucesso da artista nasceram de inspirações familiares, como a clássica música “Infiel”, motivada pela história de uma tia que enfrentou uma traição violenta. Nascida em Cristianópolis em julho de 1995, a cantora ganhou seu primeiro violão aos onze anos e, ainda na adolescência, destacou-se pelo talento precoce para a composição. Wander Oliveira, fundador da gravadora WorkShow e responsável por contratar Marília aos treze anos, recorda que a jovem compositora já demonstrava uma visão artística muito à frente de seu tempo. Suas criações rapidamente chamaram a atenção de diversos intérpretes consagrados antes mesmo de sua estreia nos palcos como cantora, aos dezoito anos, quando decidiu dar voz às próprias letras. O empresário aponta que a contribuição da artista vai além dos limites do sertanejo, consolidando-a como uma figura da música popular brasileira. Ele destaca o projeto ambicioso “Todos os Cantos”, no qual a cantora viajava por diferentes estados do país para gravar faixas inéditas diretamente com o público como uma forma de retribuição e proximidade com seus fãs. A exposição no MIS acompanha essa trajetória desde a infância no interior de Goiás até a consagração nacional, estruturando-se em uma experiência multissensorial. Além de registros audiovisuais inéditos, a mostra exibe itens pessoais como roupas, sapatos, acessórios, colares, diários, óculos e violões que pertenceram à cantora. De acordo com Nelson Foerster, produtor e diretor artístico da mostra, os materiais expostos ajudam a materializar as pesquisas realizadas para um documentário sobre a artista que estreia nos próximos dias nas plataformas de streaming. Para ele, o sucesso estrondoso de Marília Mendonça residia na capacidade de cantar os problemas e os sentimentos que o público feminino desejava ouvir, fundamentando sua arte na observação empática da realidade. Cada ambiente da exposição foi concebido a partir de títulos de canções marcantes da carreira da artista. O espaço “Esqueça-me Se For Capaz” concentra as memórias mais íntimas, enquanto o setor que dá nome à mostra oferece uma vivência audiovisual imersiva. Entre os destaques está a reconstituição quase fiel do quarto da cantora, que traz objetos originais como a cama, o edredom, livros, perfumes e os óculos característicos que marcaram sua imagem pública. Para as pessoas que conviveram de perto com a artista, a homenagem evoca emoções intensas e ambíguas. Wander Oliveira confessa que, embora o tempo ajude a amenizar a dor da perda, a proximidade com as lembranças ainda gera um forte aperto no coração, reforçando que cinco anos ainda é um período curto para a cicatrização completa, mas ressaltando a importância do reconhecimento para os fãs e para a história da música brasileira. Os ingressos para a exposição “Marília Mendonça – Sentimento Louco” estão disponíveis no site oficial do MIS, sendo garantida a gratuidade para o público todas as terças-feiras.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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