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‘Velho não, antigo’: Chevette que virou presente de pai para filha guarda história de família

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‘Velho não, antigo’: Chevette que virou presente de pai para filha guarda história de família

Chevette 1974: a história de afeto entre pai e filha que resiste ao tempo sobre rodas Herança sobre quatro rodas, clássico da Chevrolet nunca passou por restauração completa e se tornou o símbolo de uma paixão multigeracional que vai da garagem de casa aos encontros automotivos em Santa Catarina. Quando Aldair Pereira comprou um Chevrolet Chevette 1974 há exatos 12 anos, a reação imediata dos familiares foi classificar o veículo como um carro velho, mas a resposta do proprietário veio na ponta da língua para redefinir o conceito: “Velho não, antigo”. O que parecia apenas uma aquisição nostálgica transformou-se no verdadeiro xodó da família Pereira, em Cocal do Sul, no Sul de Santa Catarina, e hoje a história ganha novos capítulos nas mãos da filha, Letícia Beatriz Pereira, de 22 anos, que transformou o clássico popular em seu meio de transporte diário para a faculdade e o trabalho. Conhecido carinhosamente na região como Portuga ou Pereira, Aldair, de 47 anos, construiu ao longo da vida uma relação profunda com a cultura automotiva clássica, hábito que cultivou inclusive durante o período em que morou em Portugal, onde chegou a dirigir um Ford Fiesta 1988. De volta ao Brasil, o morador de Cocal do Sul aprofundou tanto a paixão que presidiu por cinco anos o clube de carros antigos Motor Boxer. A convivência intensa com os motores fez com que a filha crescesse rodeada por relíquias da indústria automobilística, acompanhando o pai desde pequena em passeios e eventos tradicionais do setor. Assim que tirou a carteira nacional de habilitação, Letícia não hesitou em levar essa paixão para a rotina urbana, dividindo o trajeto diário entre o Chevette 1974 e um Fiat 147 1978. A presença da jovem a bordo de um veículo com décadas de história não passa despercebida pelas ruas da cidade catarinense. O orgulho de Aldair é evidente ao relembrar as reações cotidianas de pedestres e outros motoristas diante da cena incomum de uma jovem conduzindo um clássico nacional pelas vias locais. A rotina da família chamava tanta atenção que virou marca registrada nos deslocamentos diários. Enquanto Letícia seguia com o Chevette, Aldair a acompanhava de perto ao volante do Fiat 147, formando uma dupla de peso que frequentemente mobilizava a curiosidade de quem cruzava com eles. Para o pai, ver a filha assumir o legado e demonstrar o mesmo entusiasmo pelos encontros automotivos representa uma coroação da vivência familiar que construíram ao longo dos anos. Apesar da idade avançada e do uso constante no asfalto, o modelo conhecido popularmente como Chevette “Tubarão” preserva características originais marcantes, já que nunca passou por um processo de restauração completa. O bom estado de conservação e a originalidade mantêm o veículo como uma das peças mais especiais da garagem da família, que conta ainda com um Fusca 1963 e uma motocicleta CG 125 fabricada em 1980, consolidando uma coleção dedicada à preservação da memória sobre duas e quatro rodas. A trajetória dessa paixão familiar ganha mais um capítulo neste sábado, quando pai, filha e o tradicional Chevette 1974 estarão reunidos no 14º Encontro de Carros Antigos de Cocal do Sul. O evento automotivo será realizado das 9h às 17h na Praça Cônego João Dominoni, situada junto à Igreja Matriz do município. Além da exposição de veículos clássicos que atraem entusiastas de toda a região, a programação oficial contará com atrações musicais ao vivo ao longo do dia, incluindo apresentações de Davidson Santos às 9h, Banda Zel às 10h, Quagliar Daniel’s ao meio-dia, e o encerramento musical comandado por Beto Show e Banda a partir das 14h.

Fonte: Sul in Foco

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