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Polícia Federal faz ação contra garimpo ilegal no Pará

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Polícia Federal faz ação contra garimpo ilegal no Pará

Operação da Polícia Federal no Pará desarticula garimpo ilegal na divisa com a Terra Indígena Kayapó e investiga rede de exploração e rota do ouro Ação policial em Tucumã resultou na apreensão de maquinário pesado e revelou indícios de exploração de trabalhadores em condições degradantes semelhantes à escravidão. A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (5), uma operação de repressão ao garimpo ilegal em uma área rural situada nas imediações da Terra Indígena Kayapó, no município de Tucumã, localizado no estado do Pará. A intervenção teve como objetivo desarticular as atividades de exploração mineral irregular que vinham ocorrendo na região e identificar os principais financiadores e beneficiários do esquema criminoso. Durante a diligência no imóvel rural vizinho à reserva indígena, os agentes federais apreenderam duas escavadeiras hidráulicas, dois motores e dois aparelhos celulares utilizados na infraestrutura do garimpo. No local, as equipes identificaram também um galpão que funcionava como alojamento para os trabalhadores alocados na extração mineral clandestina. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, as condições estruturais e sanitárias do alojamento indicam que os operários eram mantidos em situação degradante. A constatação levantou forte suspeita de prática de crime análogo ao de escravidão, o que amplia o escopo das investigações conduzidas pelas autoridades competentes. Com o encerramento da fase ostensiva da ação, a investigação policial prossegue agora com o intuito de rastrear e responsabilizar os verdadeiros mandantes e financiadores do garimpo ilegal. Paralelamente, os investigadores buscam mapear a rota do ouro extraído clandestinamente daquela região, identificando os compradores e a rede de comercialização do minério. Inicialmente, a comunicação da Polícia Federal havia informado a ocorrência de seis prisões em flagrante no decorrer da operação. Contudo, após uma reavaliação dos fatos e checagem das equipes em campo, o órgão corrigiu a informação oficial e esclareceu que a ação desta segunda-feira não resultou em prisões imediatas.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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