Confronto com a CORE em Santa Catarina termina com dois mortos e suspeita de chacina Operação policial em Itapoá mirava suspeito de envolvimento na morte e incineração de três irmãos em Sangão, caso que chocou o estado no mês de outubro. Uma operação policial realizada em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, terminou com a morte de dois suspeitos após um confronto armado com a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), tropa de elite da Polícia Civil catarinense. Entre os mortos está Osvaldo Henrique Zappe, de 34 anos, natural de Foz do Iguaçu, no Paraná, que era o alvo principal da ação e apontado pelas autoridades como um dos principais suspeitos de participar da execução e ocultação de cadáveres de três irmãos no sul do estado. De acordo com as informações divulgadas pelas forças de segurança, a operação foi deflagrada para cumprir mandados e desarticular a atuação do suspeito na região. No entanto, durante a abordagem ao endereço em Itapoá, houve resistência armada por parte dos ocupantes, o que resultou em um tiroteio. Os dois suspeitos foram atingidos durante o revide da equipe tática da CORE, não resistiram aos ferimentos e morreram no local da ocorrência. As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que Osvaldo Henrique Zappe era investigado por envolvimento direto na brutal morte de três irmãos. O crime ocorreu no dia 19 de outubro, quando as vítimas foram executadas e, posteriormente, seus corpos foram carbonizados em uma área de mata localizada no município de Sangão, situado na região sul catarinense. O caso gerou grande comoção e mobilizou as delegacias especializadas na busca pelos responsáveis pela chacina. Desde a descoberta dos corpos em Sangão, as equipes de investigação vinham trabalhando para identificar e localizar todos os envolvidos na dinâmica do crime. A localização de Zappe em Itapoá representava um avanço significativo nas diligências, culminando na incursão da CORE que resultou no confronto fatal. A operação reforça o cerco policial contra suspeitos de crimes violentos no estado, utilizando unidades especializadas para o cumprimento de mandados de alta complexidade. Os corpos dos dois suspeitos mortos no confronto foram recolhidos pelos órgãos periciais competentes para os procedimentos de identificação oficial e necropsia. A Polícia Civil e os órgãos corregedores devem dar continuidade aos procedimentos legais de praxe para registrar formalmente a ocorrência de resistência seguida de morte, enquanto as investigações sobre a chacina dos três irmãos seguem em andamento para apurar a participação de eventuais cúmplices que ainda possam estar foragidos.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







