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Dólar sobe para R$ 5,51, com dados de emprego nos EUA

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Dólar sobe para R$ 5,51, com dados de emprego nos EUA

Dólar fecha em alta a R$ 5,51 impulsionado por forte mercado de trabalho nos EUA e Ibovespa avança com tecnologia Moeda americana sobe com dados de emprego acima das expectativas, enquanto a bolsa brasileira recupera fôlego embalada pelo cenário externo e expectativas para a política econômica do governo. O dólar encerrou a sessão cotado a R$ 5,51 nesta sexta-feira, registrando uma alta de aproximadamente 0,4%, em um dia fortemente influenciado pela divulgação de dados robustos do mercado de trabalho nos Estados Unidos e pela repercussão em torno da política econômica para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto a moeda norte-americana acumulou ganho de 1,20% ao longo da semana, o Ibovespa, principal índice da B3, contrabalançou o movimento cambial ao avançar 1,39%, fechando aos 168.498,45 pontos, impulsionado pelo desempenho positivo de parte das bolsas de Nova York e pela recuperação das ações do setor de tecnologia. O avanço do dólar comercial, que fechou exatamente a R$ 5,511 com variação positiva de 0,44%, refletiu diretamente o fortalecimento global da divisa frente a outras moedas fortes. O gatilho para essa valorização internacional veio com a publicação do relatório de empregos dos Estados Unidos, que surpreendeu analistas ao apontar a criação de 165 mil vagas de trabalho no mês passado, um número consideravelmente acima das 65 mil vagas projetadas pelo mercado. Além disso, a taxa de desemprego americana apresentou recuo em relação aos 4,2% registrados em setembro. Esses números reforçaram a percepção de forte resiliência na economia norte-americana e alteraram as apostas dos investidores em relação aos próximos passos do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, na condução da política monetária e dos juros. Como reflexo imediato desse cenário, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis divisas fortes, avançou 0,76%, atingindo 102,320 pontos no fechamento do pregão. No cenário doméstico, os investidores sintonizaram com o noticiário político e econômico, acompanhando de perto as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a condução da economia para o próximo mandato. Durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, o chefe do Executivo enfatizou que o governo pretende manter o compromisso com a responsabilidade fiscal e social. As falas repercutiram reuniões anteriores realizadas ao longo da semana com autoridades e conselheiros para debater os rumos da agenda econômica brasileira. Na B3, o Ibovespa viveu um dia de ajuste e recuperação, oscilando entre a mínima de 165.909,74 pontos e a máxima de 169.073,04 pontos, com um volume financeiro robusto antes dos ajustes finais. No acumulado semanal, o índice brasileiro registrou alta de 0,29%. Apesar do resultado positivo na semana, o indicador ainda permanece distante dos patamares observados antes do desfecho da eleição presidencial, período em que operava acima dos 205 mil pontos. O desempenho da bolsa brasileira também encontrou suporte no exterior, onde as bolsas de Nova York fecharam sem uma direção única. O índice Nasdaq avançou 1,09%, aos 24.579,42 pontos, e o S&P 500 subiu 0,31%, alcançando 7.376,86 pontos, ajudados pela recuperação de papéis tecnológicos. Em contrapartida, o Dow Jones recuou 0,46%, encerrando aos 51.285,73 pontos. A volatilidade em Wall Street nos últimos dias esteve no centro das atenções globais, especialmente após o tombo expressivo registrado na véspera, quando o Nasdaq despencou 5,52% em meio a temores sobre o estouro de uma possível bolha no setor de inteligência artificial. A turbulência da véspera também arrastou o S&P 500, que caiu 4,36%, e o Dow Jones, que recuou 3,44%. Apesar do alívio pontual verificado nesta sexta-feira, os índices norte-americanos fecharam a semana no vermelho, com perdas acumuladas de 3,37% no Nasdaq, 2,68% no S&P 500 e 0,94% no Dow Jones, mantendo o mercado internacional em estado de atenção permanente em relação aos dados de emprego e aos futuros movimentos do Fed.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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