Confiança do consumidor: avaliações de clientes superam influenciadores nas decisões de compra Levantamento da CNDL e do SPC Brasil revela que a opinião de outros compradores tem mais peso que a publicidade feita por criadores de conteúdo na hora de avaliar ofertas de empresas. A opinião de consumidores reais tornou-se o fator de maior peso na decisão de compra no Brasil, superando de forma expressiva o alcance e a força da publicidade tradicional feita por influenciadores digitais. É o que aponta uma pesquisa recente realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mapeando o comportamento atual do consumidor e as novas dinâmicas do mercado digital. De acordo com o levantamento das entidades, os compradores brasileiros confiam muito mais nas avaliações e nos comentários deixados por outros clientes do que nas campanhas pagas estreladas por personalidades da internet. A mudança no comportamento de consumo evidencia uma busca crescente por autenticidade e transparência na hora de avaliar ofertas, comparar produtos e escolher serviços de empresas de diferentes segmentos. O fenômeno reflete uma transformação profunda na jornada de compra do consumidor brasileiro, especialmente no ambiente digital, onde o acesso a feedbacks espontâneos se tornou o primeiro passo antes de fechar qualquer transação. Enquanto os influenciadores digitais mantêm relevância para dar visibilidade a marcas e produtos, a palavra final sobre a qualidade, o custo-benefício e a confiabilidade de uma oferta tem sido dada por quem já adquiriu o item de forma autônoma. Especialistas em consumo apontam que essa preferência por avaliações de pares está diretamente ligada à percepção de imparcialidade. Ao contrário das publicidades patrocinadas, que muitas vezes carregam a suspeita comercial de uma parceria paga, os comentários de clientes em redes sociais, sites de reclamação e páginas de e-commerce são enxergados como relatos reais de experiências cotidianas, livres de filtros publicitários. Para o setor empresarial e o comércio eletrônico, a tendência impõe novos desafios e oportunidades na gestão de reputação. As marcas precisam dedicar cada vez mais atenção ao pós-venda, à qualidade do atendimento e à resolução ágil de conflitos, uma vez que um único comentário negativo detalhado pode desestimular novos compradores de forma mais contundente do que o fim de uma campanha com influenciadores. A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil reforça que o marketing de influência continua tendo o seu papel na atração inicial de novos públicos, mas a conversão definitiva e a consolidação da confiança dependem, prioritariamente, da validação social construída por clientes anônimos. No cenário atual do webjornalismo e do comércio digital, a voz do consumidor comum consolidou-se como o ativo mais valioso para a reputação das empresas.
Fonte: Economia SC







