Roubos de celulares caem quase 20% em SP com foco em bloqueio de aparelhos Balanço do governo estadual aponta redução de mais de 14 mil ocorrências nos primeiros nove meses do ano. Capital paulista e o mês de setembro também acompanham a tendência de queda. O estado de São Paulo registrou uma queda expressiva de 19,3% nos roubos de celulares entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pelo governo estadual. Nos primeiros nove meses do ano, foram contabilizadas 61.189 ocorrências em todo o território paulista, frente a 75.859 no ano passado, o que representa uma diferença de 14.670 casos a menos para a segurança pública. A tendência de retração também se confirmou no recorte mensal mais recente. Em setembro, o estado somou 6.379 roubos de aparelhos telefônicos, ante 7.513 no mesmo mês de 2025. O resultado indica 1.134 ocorrências a menos, configurando um recuo de 15,1% no período. Na capital paulista, o cenário seguiu a mesma trajetória de baixa nos índices de criminalidade urbana. Na cidade de São Paulo, os roubos de celulares caíram 15,1% entre janeiro e setembro, com o total passando de 46.363 registros em 2025 para 39.350 no acumulado deste ano, uma redução de 7.013 casos. Especificamente em setembro, a capital registrou 4.065 roubos, contra 4.713 no mesmo mês do ano passado, representando uma diminuição de 13,7%. De acordo com o governo estadual, os resultados positivos são reflexo direto de estratégias combinadas de prevenção e repressão à criminalidade. As ações envolvem operações ostensivas da Polícia Militar, investigações aprofundadas conduzidas pela Polícia Civil e a atuação tecnológica do programa SP Mobile. A ferramenta tecnológica desempenha um papel central na estratégia ao cruzar dados de boletins de ocorrência com informações repassadas pelas operadoras de telefonia. O sistema consegue identificar celulares roubados ou furtados que voltam a ser ativados na rede, facilitando o trabalho das forças de segurança. Segundo o coordenador do SP Mobile, Rodolfo Latif Sebba, o programa também atua de forma incisiva para enfraquecer a cadeia de comercialização irregular de aparelhos no estado. A estratégia busca ampliar a recuperação dos equipamentos e dificultar a revenda de celulares de origem criminosa, desestimulando a receptação e o comércio ilegal que historicamente fomentam esses crimes nas ruas.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







