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TSE: informação de que 4 mil seções mudaram de lugar estava incorreta

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TSE: informação de que 4 mil seções mudaram de lugar estava incorreta

TSE corrige erro e diz que apenas 343 seções eleitorais mudaram de local para o segundo turno Justiça Eleitoral atribuiu dado incorreto de mais de 4 mil alterações a uma falha na alimentação do sistema pelos Tribunais Regionais Eleitorais e reforçou o alerta para que eleitores confirmem o local de votação antes do pleito deste domingo. Uma leitura equivocada dos dados levou a Justiça Eleitoral a informar, no último sábado, que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno das eleições deste ano. O equívoco foi esclarecido nesta quarta-feira pelo presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais e desembargador Carlos Roberto Silva, que explicou à Agência Brasil que os números foram erroneamente comparados com os dados da eleição de 2024. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral, o problema ocorreu devido a uma falha dos Tribunais Regionais Eleitorais ao alimentar o sistema informatizado. De acordo com o magistrado, o volume divulgado inicialmente não reflete a realidade do pleito. A verificação incorreta acabou misturando o panorama atual com o histórico de dois anos atrás, gerando um alarme desnecessário sobre a logística da votação que ocorrerá no próximo domingo. Com a correção realizada pela Justiça Eleitoral, o número real de seções que efetivamente tiveram o endereço modificado entre os dois turnos caiu para 343. Na terça-feira, o sistema ainda registrava 441 alterações, montante que voltou a encolher após novas atualizações nas bases de dados dos tribunais. Como o sistema permanece passível de ajustes pontuais até o dia da votação, a recomendação oficial é para que o eleitor consulte antecipadamente onde deve votar, utilizando exclusivamente os canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o botão “onde votar” no aplicativo e-Título ou nos portais do TSE e dos TREs na internet. Durante a abertura da sessão plenária do TSE, o presidente do tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, detalhou que o sistema inicia a primeira semana após o primeiro turno carregando o mesmo volume de mudanças acumuladas desde o ciclo eleitoral anterior. Segundo o ministro, a tendência natural é que esses números venham caindo à medida que ocorre a revisitação de toda a situação anterior ao primeiro turno. O presidente do TSE exemplificou a divergência citando que, enquanto o sistema ELO — utilizado para gerenciar os dados estatísticos da Justiça Eleitoral — ainda indicava 38 locais de votação alterados em Minas Gerais, o TRE mineiro computava apenas 17 endereços modificados. No Piauí, a mesma base digital apontava 18 mudanças, mas a corte regional confirmou apenas quatro locais alterados. As modificações nos endereços de votação são de competência dos juízes de cada cartório eleitoral, que informam aos TREs a necessidade de remanejamento motivada por questões climáticas ou problemas estruturais nos prédios. Em seguida, os dados são repassados ao TSE. Apesar disso, os dados atuais representam uma redução expressiva de 85% no número de urnas alteradas entre o primeiro e o segundo turno em comparação com o pleito de 2022. O desembargador Carlos Roberto Silva, que também preside o TRE de Santa Catarina, destacou que as mudanças em locais de votação integram a rotina operacional da Justiça Eleitoral em todos os pleitos. Ele garantiu que os eleitores não sofrem prejuízos ou insegurança, pois os cartórios emitem ampla divulgação local e fixam avisos visíveis nos endereços antigos informando o novo local. O magistrado acrescentou que a rede de rádio local costuma transmitir avisos constantes e que não há registros de eleitores que tenham deixado de votar por conta dessas alterações rotineiras. A expectativa da Justiça Eleitoral é que ocorra o mínimo possível de novas modificações até domingo, embora ressalve que imprevistos excepcionais, como tempestades de granizo capazes de danificar telhados de escolas, ainda possam provocar ajustes de última hora em regiões específicas do país. Diante da circulação de mensagens em redes sociais e grupos de mensagens com links não oficiais sobre locais de votação, a Justiça Eleitoral reforça que o eleitor deve ignorar endereços externos e buscar orientação apenas nas ferramentas oficiais para garantir que chegará à urna correta.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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