–:–:–
Conecte-se conosco

PF faz ação para prender 23 envolvidos com facção criminosa no Rio

6 visualizações
PF faz ação para prender 23 envolvidos com facção criminosa no Rio

Polícia Federal deflagra operação contra monopólio de internet por facção no Rio e bloqueia R$ 558 milhões Ação cumpre dezenas de mandados de prisão e busca em seis municípios fluminenses, atingindo esquemas de lavagem de dinheiro com criptoativos e empresas de fachada ligados ao Comando Vermelho. Uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta segunda-feira (19), mira 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa que impõe o monopólio da exploração de serviços de internet em favelas da zona norte do Rio de Janeiro. Até as 9h15 da manhã, balanço parcial da corporação já contabilizava 19 prisões realizadas no âmbito da Operação Backbone. A investigação aponta que o grupo criminoso, vinculado ao Comando Vermelho, utiliza armas de fogo e ameaças constantes para controlar o acesso à rede nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. A atuação criminosa não se limita à intimidação de moradores e comerciantes locais, abrangendo também uma complexa rede de lavagem de capitais obtidos por meio da atividade ilegal. Segundo a PF, o faturamento milionário obtido com a exploração forçada da internet era legalizado por meio de produtoras de eventos, empresas de publicidade, aquisição de imóveis de alto padrão pagos em dinheiro vivo e utilização de criptoativos. O avanço sobre o setor de telecomunicações tornou-se tão lucrativo que, em apenas um mês, a cobrança pelo serviço representou mais de 40% de toda a arrecadação da facção no Complexo da Penha, intensificando a disputa territorial com grupos rivais. O modus operandi dos criminosos incluía ações violentas e coordenadas, com indivíduos armados cortando cabos e incendiando caixas de distribuição de provedores concorrentes. Além disso, os investigados impediam reparos técnicos nas redes tradicionais e obrigavam a população e os estabelecimentos comerciais a contratarem exclusivamente o serviço controlado pela facção. Os mandados de prisão e busca foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridos nos municípios de Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá, Magé e na capital fluminense. Parte das ordens de prisão é direcionada a detentos já acautelados no sistema prisional, incluindo uma unidade do Sistema Penitenciário Federal, onde cumpre pena um dos apontados como líderes da organização criminosa. Como desdobramento financeiro da operação, a Justiça determinou o bloqueio judicial de bens e ativos financeiros pertencentes a 40 pessoas e 42 empresas, totalizando a quantia de R$ 558 milhões. As ordens judiciais também decretaram a suspensão imediata das atividades econômicas de dezenas de pessoas jurídicas envolvidas no esquema, incluindo provedores de internet, empresas de contabilidade, produtoras de eventos e companhias de fachada. De acordo com as autoridades policiais, os investigados poderão responder criminalmente por domínio social estruturado, extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro. Para mitigar os impactos sociais da operação na rotina das comunidades afetadas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será oficialmente notificada para proceder à cassação das outorgas e interdição dos serviços prestados pelas empresas envolvidas. Caberá também ao órgão regulador adotar medidas emergenciais para garantir a continuidade e a regularidade do fornecimento de internet aos moradores das regiões atingidas pela ação policial.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

Mais em Ultimas Notícias

Ver tudo →

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.