Eleições 2026: Campanha de Flávio Bolsonaro aciona o TSE para derrubar 221 posts de aliados de Lula Representação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral aponta suposta rede de desinformação com postagens coordenadas de parlamentares, artistas e centrais sindicais. A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para exigir a suspensão imediata de 221 postagens em redes sociais vinculadas a parlamentares do PT, ao coletivo de artistas 342 Artes, à Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Mídia Ninja e a outros apoiadores da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A representação jurídica foi protocolada oficialmente no dia 9 deste mês. A ação judicial sustenta que os perfis citados integraram uma rede coordenada de publicações com o objetivo de disseminar desinformação contra a candidatura de Flávio Bolsonaro. Segundo o corpo jurídico do Partido Liberal, os apoiadores do atual presidente teriam formado uma estrutura de publicações cruzadas, conhecidas como collabs, para veicular conteúdos que apontariam, de forma falsa segundo a acusação, que o presidenciável seria favorável a cortes de aposentadorias e ao congelamento de benefícios sociais. Diante do volume de conteúdos contestados, a campanha argumenta na petição que os pedidos de remoção submetidos à Justiça Eleitoral não configuram qualquer tipo de censura prévia. De acordo com os advogados do candidato, a medida tem o propósito estrito de barrar a circulação de narrativas falsas ou descontextualizadas durante o período eleitoral brasileiro. O documento protocolado no TSE reforça que o pleito não busca a cassação definitiva de perfis, a restrição de opiniões legítimas ou a responsabilização individual de seguidores que compartilharam o material. A defesa sustenta que as chamadas ordens inibitórias solicitadas são estritamente delimitadas a narrativas cuja falsidade já estaria demonstrada, ressalvando expressamente o direito à crítica política, à manifestação de opinião e à divulgação de fatos verdadeiros. O caso foi distribuído e caiu sob a relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. No domingo (11), o magistrado determinou que a campanha de Flávio Bolsonaro apresente informações mais detalhadas e complementares sobre as acusações de irregularidades na internet, exigindo também a individualização precisa das condutas de cada um dos citados na representação. Após a recepção da nova manifestação solicitada pela Corte, o ministro Villas Bôas Cueva pretende analisar o mérito e julgar os pedidos formulados pela campanha do PL. O Tribunal Superior Eleitoral ainda não estabeleceu um prazo oficial para a publicação da decisão sobre o caso, que se insere no contexto de acirramento das disputas digitais e do monitoramento rigoroso de fake news pelas autoridades eleitorais brasileiras.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







