Fim da escala 6×1: Senado vota nesta quarta-feira Proposta de Emenda à Constituição que reduz jornada de trabalho PEC em análise no Congresso Nacional propõe a diminuição do limite semanal de 44 para 40 horas, além de garantir dois dias de folga remunerada aos trabalhadores, exigindo quarenta e nove votos favoráveis para avançar. O Senado Federal realiza nesta quarta-feira a sessão deliberativa que define o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada para o fim da tradicional escala de trabalho seis por um, uma discussão que mobiliza trabalhadores, parlamentares e centrais sindicais em todo o país. A votação no plenário da Casa legislativa representa um momento decisivo para o avanço da matéria, que propõe mudanças estruturais nas relações trabalhistas brasileiras ao alterar o formato de atuação dos empregados em diversos setores da economia. No centro da proposta está a redução da jornada máxima semanal permitida pela legislação, que atualmente é de 44 horas e passará a ser de 40 horas caso o texto seja aprovado pelos parlamentares. Além da diminuição das horas trabalhadas ao longo da semana, o projeto de emenda constitucional estabelece a obrigatoriedade de dois dias de folga remunerada para os profissionais, modificando o cenário atual em que predominam os regimes com apenas um descanso semanal. Para que a proposta consiga avançar em sua tramitação no Senado Federal, o texto legislativo necessita alcançar um qubrum qualificado de votos favoráveis no plenário. Os articuladores da medida precisam assegurar o apoio de pelo menos quarenta e nove senadores, número exigido pela Constituição Federal para a aprovação de matérias que tratam de emendas constitucionais em dois turnos de votação na Casa. A discussão em torno do fim da escala seis por um ganhou forte repercussão na opinião pública e nas redes sociais nas últimas semanas, pressionando o Congresso Nacional a acelerar o debate sobre a qualidade de vida e a saúde mental dos trabalhadores. Defensores da iniciativa argumentam que a limitação da carga horária e a garantia de um descanso maior contribuem para a produtividade e para a convivência familiar, enquanto setores empresariais acompanham os desdobramentos com atenção para avaliar os impactos operacionais e financeiros da medida no setor produtivo. Caso a proposta alcance o patamar exigido de votos favoráveis na sessão desta quarta-feira, a matéria seguirá os trâmites regimentais previstos para as emendas constitucionais dentro do Poder Legislativo. A expectativa nos corredores do Senado é de debates intensos entre os parlamentares da base governista e da oposição, com foco nos reflexos econômicos que a transição para a jornada de 40 horas semanais e o direito aos dois dias de folga podem gerar para pequenas, médias e grandes empresas brasileiras.
Fonte: Economia SC







