Anvisa proíbe venda na internet de canetas emagrecedoras e produtos irregulares Agência reguladora determinou a apreensão imediata de medicamentos sem registro e sem comprovação de segurança, incluindo substâncias inéditas no mercado internacional e kits terapêuticos milagrosos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e a proibição absoluta da fabricação, importação, distribuição, divulgação e uso de uma série de produtos irregulares comercializados em diversos sites na internet, incluindo canetas emagrecedoras e substâncias sem qualquer tipo de registro oficial. A medida preventiva foi publicada nesta quarta-feira e atinge diretamente páginas eletrônicas que ofereciam itens voltados para o emagrecimento e tratamentos de saúde sem nenhuma garantia de eficácia ou controle sanitário. De acordo com o órgão regulador, a decisão visa a proteger a população de riscos graves à saúde decorrentes do consumo de substâncias que não passaram por testes de segurança, qualidade e comprovação científica. Entre os alvos da fiscalização estão produtos comercializados em endereços virtuais específicos que ofereciam versões de medicamentos amplamente buscados para perda de peso, mas vendidos sem autorização legal ou procedência confiável. A medida afeta diretamente itens comercializados em páginas como o site zyntrashop, onde eram encontradas substâncias como a retatrutida e a tirzepatida, popularmente conhecidas como canetas emagrecedoras. A restrição se estende também aos produtos comercializados no endereço da zphcstore, sob responsabilidade da ZPH Contabilidade, além de itens ofertados nos sites peptideosdobrasil e oxygenkwpharmabrasil, que incluíam mercadorias como o Retagen. Um dos pontos de maior alerta destacados pela agência reguladora diz respeito especificamente à retatrutida, comercializada livremente na internet, mas que se configura como uma substância que ainda não possui registro sanitário em nenhum país do mundo. A gravidade do caso é acentuada pelo fato de que a empresa responsável pelo desenvolvimento dos estudos clínicos a respeito do medicamento sequer protocolou o pedido de registro junto à autoridade brasileira ou em qualquer outra agência reguladora internacional. Além das chamadas canetas emagrecedoras e dos peptídeos comercializados sem aval, a resolução da agência alcança uma série de produtos anunciados por empresas de origem desconhecida, incluindo linhas completas de substâncias como NAD e variantes da retatrutida e da tirzepatida associadas a marcas genéricas ou específicas que operavam à margem da lei. A operação de fiscalização e controle também atingiu severamente a produção e a comercialização de dezenas de itens fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia. Conforme a avaliação técnica do órgão de vigilância, os produtos dessa marca eram divulgados no mercado com fortes alegações terapêuticas, prometendo ações antifúngicas, antimicrobianas, anti-inflamatórias, alívio de dores, desparasitação, desintoxicação e fortalecimento da imunidade, o que configura finalidade típica de medicamento sem o devido registro, notificação ou cadastro obrigatório. Na lista de itens proibidos fabricados por essa empresa constam diversos kits voltados para o público infantil e adulto, incluindo compostos para desparasitação e desinflamação, carvão pulverizado e ativado derivado da casca do coco em diferentes apresentações, além de kits com quelação e compostos voltados para prevenção que utilizavam prata e ouro coloidal, assim como compostos emagrecedores com promessas de resultados em curto prazo. A recomendação das autoridades sanitárias é de que os consumidores que tenham adquirido qualquer um desses produtos interrompam imediatamente o uso, uma vez que a ausência de fiscalização na fabricação e no envase coloca em risco iminente a integridade física da população. Denúncias sobre a continuidade da venda desses itens em sites ou redes sociais podem ser encaminhadas diretamente aos canais de atendimento da agência reguladora.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







