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Justiça volta atrás e suspende jogo do Vasco contra o Boca no Maracanã

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Justiça volta atrás e suspende jogo do Vasco contra o Boca no Maracanã

Justiça suspende jogo do Vasco contra o Boca Juniors no Maracanã pela Sul-Americana Desembargadora acolheu pedido do Consórcio Fla-Flu e apontou risco de segurança pública devido a evento simultâneo no Maracanãzinho, enquanto diretoria cruzmaltina tenta reverter a decisão. Uma nova reviravolta jurídica movimentou os bastidores do futebol carioca nesta semana. A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a autorização que permitia ao Vasco da Gama mandar sua partida contra o Boca Juniors, da Argentina, no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. O confronto, válido pela semifinal da Conmebol Sul-Americana, está agendado para o dia 20 de outubro, às 21h30. A decisão liminar foi proferida pela 1ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargadora Suely Lopes Magalhães. A magistrada atendeu a um mandado de segurança impetrado pelo Consórcio Fla-Flu Serviços, que administra o Maracanã. Com a medida, ficam suspensos os efeitos de uma decisão anterior que obrigava o consórcio a disponibilizar o estádio para o clube de São Januário. O principal argumento acolhido pela 1ª vice-presidente diz respeito à segurança pública na região da Tijuca. A desembargadora destacou que, na mesma data e horário da partida de futebol entre Vasco e Boca Juniors, o ginásio do Maracanãzinho — localizado ao lado do estádio principal — sediará o jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo, válido pela Liga Nacional de Basquete. Para a magistrada, há um evidente risco de segurança pública em permitir a confluência de torcidas rivais de três equipes diferentes na mesma praça esportiva. Além disso, a decisão apontou que a autorização anterior, concedida no dia 9 de outubro pela presidência da 23ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, havia ocorrido sem que o Consórcio Fla-Flu tivesse a oportunidade prévia de se manifestar no processo. Diante do cenário, o Vasco da Gama agiu rapidamente. O clube informou que já apresentou um pedido urgente à própria desembargadora Suely Lopes Magalhães para restabelecer a autorização de uso do Maracanã. Na petição protocolada pela defesa vascaína, o argumento central é o impacto logístico e operacional de uma mudança de palco a poucos dias do confronto internacional. Segundo o clube carioca, transferir o local da partida neste momento não significa apenas trocar o endereço do jogo, mas sim reorganizar um evento de grande porte que já comercializou 46.014 ingressos. O documento enviado à Justiça ressalta que a alteração exigiria uma revisão complexa de setores, assentos, acessos, validade dos bilhetes já emitidos e o planejamento de eventuais reembolsos para os torcedores. A diretoria do Vasco também destacou que a mudança afetaria a estrutura operacional destinada a aproximadamente 250 profissionais de imprensa credenciados, além de exigir uma reformulação completa no planejamento de segurança. O clube pontuou na petição que há uma previsão de deslocamento de 50 a 60 ônibus transportando torcedores visitantes da Argentina. Sobre a questão da segurança e a alternativa de palco, o Vasco reconheceu que a Polícia Militar considerou o Estádio Nilton Santos viável para a partida. Contudo, o clube ressaltou que o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) manteve o Maracanã como a alternativa preferencial, devido à sua infraestrutura, acessibilidade e melhores condições globais de organização para eventos desta magnitude. Apesar da suspensão da liminar que garantia o Maracanã, a desembargadora Suely Magalhães frisou em sua decisão que a medida não impede a realização da partida de futebol, apenas restabelece a situação anterior. Na prática, o Vasco dispõe do Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro, para cumprir o regulamento da competição internacional. A magistrada lembrou que a aptidão do Nilton Santos para grandes eventos foi atestada pela Polícia Militar e que o local recebeu, nos últimos dois anos, partidas de relevância como semifinal da Libertadores, final da Recopa e oitavas de final da Sul-Americana. A decisão determinou a intimação imediata do Clube de Regatas Vasco da Gama, inclusive por meio de Oficial de Justiça durante o plantão, para que o clube adote as providências cabíveis. O cruzmaltino precisa comunicar formalmente à Conmebol o local definitivo da partida e ajustar a comercialização de ingressos. A Polícia Militar também foi informada oficialmente de que o estádio do Engenhão está apto a sediar o confronto, caso a decisão atual seja mantida e os esforços jurídicos do Vasco não obtenham sucesso nos próximos dias.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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